A Vitivinicultura na África do Sul

Á F R I C A    D O    S U L:   

V I T I V I N I C U L T U R A

Wilson Moreira                                                                      Washington, DC, Agosto.2011

Índice

I. HISTÓRIA

I.1.  A DESCOBERTA DA ÁFRICA DO SUL

I.2.  A COLONIZAÇÃO HOLANDESA. INÍCIO DA VITIVINICULTURA NA ÁFRICA DO SUL

I.3.  CRIAÇÃO DA PROPRIEDADE “CONSTANTIA ESTATE” E FUNDAÇÃO DA CIDADE DE STELLENBOSCH. O VINHO DE CONSTANTIA

I.4   A PARTICIPAÇÃO DOS HUGUENOTES

I.5.  A COLONIZAÇÃO INGLESA

I.6.  A “PHYLLOXERA”

I.7.  AS GUERRAS ANGLO-BOER

I.8.  A CRIAÇÃO DA UNIÃO SUL-AFRICANA. O “APARTHEID”

I.9.  A “KWV – KOOPERATIEVE WIJNBOUWERS VERENIGING VAN ZUID-AFRIKA BKPT”

I.10. A NOVA ERA

II.  CARACTERÍSTICAS GEO-CLIMÁTICAS

II.1. O “WINE OF ORIGINS (WO)” PROGRAM

II.2. AS REGIÕES VINÍCOLAS

II.3. CLIMA

III. VITICULTURA

III.1. HISTÓRICO

III.2. AS CASTAS

III.3. A UVA PINOTAGE

III.4. A ÁREA OCUPADA POR VINHEDOS

IV.  VINICULTURA

IV.1. HISTÓRICO

IV.2. O “VINE IMPROVEMENT PROGRAM (VIP)”

IV.3. A INDÚSTRIA DO VINHO

IV.4. VINHOS FORTIFICADOS. VINHOS DE SOBREMESA. ESPUMANTES

IV.5. A ROTULAÇÃO DE VINHOS

IV.6. A PRODUÇÃO VINÍCOLA

V.   VINÍCOLAS SUL-AFRICANAS

VI.  TENDÊNCIAS DA VITIVINICULTURA

VI.1. NO MUNDO

VI.2. NA ÁFRICA DO SUL

VII. CONCLUSÃO  

Á F R I C A   D O   S U L:   

V I T I V I N I C U L T U R A

I – HISTÓRIA

I.1.  A DESCOBERTA DA ÁFRICA DO SUL

1.    A África do Sul foi descoberta pelo navegador português Bartolomeu Dias que, em 1488, aportou na Ilha de Robben, ao largo da atual cidade do Cabo, na  viagem que objetivava descobrir um caminho marítimo  para a Índia. A ilha foi, durante muitos anos, utilizada por navegadores portugueses, holandeses e ingleses como posto de reabastecimento.

I.2.  A COLONIZAÇÃO HOLANDESA. INÍCIO DA VITIVINICULTURA NA ÁFRICA DO SUL

2.    Em abril de 1652, o comandante holandês Jan van Riebeeck, da Companhia Holandesa das Índias Orientais, iniciou o processo de colonização da África do Sul e fundou a cidade do Cabo no extremo sul do continente africano, próxima à Montanha da Mesa (“Table Mountain”).

3.    E, em 1655, ao plantar as primeiras mudas de videiras na região daquela cidade, ele deu início à vitivinicultura da África do Sul, cuja história, que perfaz mais de 350 anos, mantém estreita correlação com os vários períodos de desenvolvimento do País, especiamente quanto aos problemas vividos ao longo dos períodos coloniais e do “apartheid”.

4.    Em 1659, foram prensadas, pela primeira vez, uvas na região do Cabo e o fundador da cidade, van  Riebeeck, produziu o primeiro vinho sul-africano.

I.3.  CRIAÇÃO DA PROPRIEDADE “CONSTANTIA ESTATE” E FUNDAÇÃO DA CIDADE DE STELLENBOSCH. O VINHO DE CONSTANTIA

5.    Quando Simon van der Stel tornou-se o primeiro Governador do Cabo, ele encorajou ativamente o  cultivo de mais videiras e estabeleceu, em bases firmes, a indústria do  vinho na região do Cabo.

6.    Para tanto, em 1685 ele criou a vinícola “CONSTANTIA ESTATE” e fundou a cidade de Stellenbosch, que  passaram a funcionar como pontos referenciais de qualidade na fabricação de vinho. O “Vin de Constance” logo adquiriu boa reputação.

7.    Depois da morte de van der Stel, a vinícola entrou em decadência, mas reviveu em 1778, quando foi comprada por Hendrik Cloete, que realmente tornou o nome de “Constantia” famoso, especialmente ao produzir “dessert wines” derivados de um “blend” composto, em sua maioria, pela casta Muscat de Frontignan (Muscat Blanc à Petits Grains), pela tinta Potac, pela branca Muscadel e por uma pequena porção de Chenin Blanc.

8.    Sob a administração de Cloete, os vinhos de “Constantia” logo ganharam grande reputação através da Europa, comercializados pela Companhia Holandesa das Índias Orientais em leilões na Holanda, e durante muito tempo foram considerados como uns dos melhores vinhos do mundo, rivalizando, inclusive, com os mais destacados vinhos europeus.

9.    Dessa forma, os famosos “dessert wines” de Constantia conquistaram para a região do Cabo a  qualificação de zona produtora de vinhos “premium”, com um destaque global no mercado internacional.

I.4.  A PARTICIPAÇÃO DOS HUGUENOTES

10.    Em 1688, huguenotes (protestantes franceses), que fugiram da perseguição religiosa na França, se estabeleceram na região do Cabo. Eles fundaram o distrito de Franschhoek (“Cantão Francês”) e contribuiram significativamente, na época, com a melhoria da qualidade na produção do vinho.

11.  Além dos huguenotes, se instalaram na Colônia Holandesa do Cabo, durante os séculos XVII e XVIII, protestantes oriundos da Holanda, da Alemanha, da Escócia e de outros países europeus.

I.5.  A COLONIZAÇÃO INGLESA

12.   Os ingleses ocuparam a Cidade do Cabo em 1795, durante a Guerra Anglo-Holandesa. Depois de breve período de domínio holandês entre 1803 e 1806, a cidade tornou-se capital da colônia britânica do Cabo.

13.   Durante o século XVIII, a indústria de vinho do Cabo floresceu e cresceu muito, em função das guerras napoleônicas que acarretaram o corte do fornecimento de vinhos franceses para a Inglaterra.

14.   Aliado ao efeito altamente positivo que Constantia havia trazido para a percepção de vinhos de outras regiões do Cabo, este período de colonização britânica propiciou que, para suprir a lacuna deixada pela ausência dos vinhos franceses, largas quantidades de vinho do Cabo fossem exportadas para a Inglaterra. No  ano de 1859, já eram exportados para aquele País mais de 4,5 milhões de litros de vinhos sul-africanos.

15.   Assim, a África do Sul experimentou um período de prosperidade que durou até 1860. Com o fim das guerras anglo-francesas, naquele ano foi assinado um tratado entre os dois países que reduziu as tarifas preferenciais que beneficiavam o vinho sul-africano, favorecendo, em consequência, as  exportações dos vinhos franceses. Em 1865, as exportações de vinhos sul-africanos para a Inglaterra cairam para menos de 1,5 milhões de litros, fazendo com que a vitivinicultura da África do Sul entrasse em declínio.

I.6.  A “PHYLLOXERA”

All remedies were tried out to fix the PHYLLOXERA assault. There was little success to deal with the plague.

16.   Em 1866, a praga da “phylloxera”, que já havia causado grande devastação de vinhedos na Europa, alcançou a África do Sul, trazendo, da mesma   forma, imensos danos à indústria de vinhos e aos vinhedos, que levaram mais de 20 anos para se recuperar.

17.   Nessa fase, muitos viticultores desistiram de se voltar para a indústria do vinho, passando a cultivar outras espécies agrícolas. E a maior parte dos viticultores que decidiram replantar suas videiras escolheu variedades de alta produtividade, como a Cinsault, fazendo com que no início dos anos 1900 mais de 80 milhões de videiras tenham sido replantadas, o que gerou uma excessiva produção de vinho, de baixa qualidade.

I.7.  AS GUERRAS ANGLO-BOER

18.   A descoberta de diamantes, em 1867, e de ouro, em 1886, aumentou a riqueza dos bôeres (descendentes de colonos protestantes da Holanda, da França e da Alemanha), que habitavam as Regiões do Transvaal e do Estado Livre de Orange, não submetidas à Colônia Britânica sediada na Região do Cabo.

19.   O interesse britânico em se apoderar dessas riquezas encontrou resistência por parte dos bôeres, daí resultando, em 1880-1881, a 1a. Guerra  Anglo-Boer, vencida pelos bôeres.

20.   A continuação do conflito de interesses, reforçado pelo aumento do número de colonos que continuavam chegando à África do Sul atraídos pelas suas riquezas, acabou por deflagrar a  2a. Guerra Anglo-Boer, entre 1899-1902, que foi vencida pelos britânicos e que culminou com a anexação das repúblicas bôeres do Transvaal e do Estado Livre de Orange à Colônia Britânica do Cabo.

21.   Dentre as amplas consequências internas trazidas para o País, essas guerras afetaram bastante a já, à época, combalida indústria de vinhos sul-africana, mergulhando-a quase no caos.

I.8.  A CRIAÇÃO DA UNIÃO SUL-AFRICANA. O “APARTHEID”

22.   Após 4 anos de negociação, a União Sul-Africana foi criada em 31 de Maio de 1910, incluindo a Colônia do Cabo, a Colônia de Natal, a Colônia do Rio Orange (ex-república boer do “Estado Livre de  Orange”) e o Transvaal, exatamente 8 anos depois do fim da 2a. Guerra Anglo-Boer, tendo sido mantido, todavia, o estatuto que garantia o domínio do Império Britânico sobre essa União. Esse foi o primeiro passo para a independência da África do Sul que, no entanto, só veio ocorrer 51 anos mais tarde.

23.   O sistema colonial era essencialmente racista e foi nesta fase que começaram a ser forjadas as bases legais para o regime do “apartheid”. Por exemplo, na própria constituição da União, que era considerada uma   república unitária, com um único governo, foi previsto que apenas na Região do Cabo os não-brancos que fossem proprietários tinham direito ao voto, porque os “estados-membros”, que passaram a ser considerados Províncias, mantiveram alguma autonomia.

24.   Como outros exemplos, podem ser citadas:

a) a adoção, em 1911, do “Regulamento do Trabalho Nativo” (“The Native Labour Regulation Act”), segundo o qual era considerado um crime – apenas para os “africanos”, ou seja, os “não-brancos” – a quebra de um contrato de trabalho;

Apartheid Sign. It took many years of struggle and international pressure to eradicate the injustice.

b) a promulgação, também em 1911, da “Lei da Igreja Reformista Holandesa” (“The Dutch Reformed Church Act”) que proibia os negros de se tornarem seus membros;

c) a edição, em 1913, da “Lei da Terra” (“Natives Land Act”) que dividiu a África do Sul em áreas onde só negros ou brancos podiam ter a posse de terra. Os negros, que constituíam dois terços da população, ficaram com direito a 7,5% da terra, enquanto os brancos, que eram apenas um quinto da população, ficaram com direito a 92,5%. Os mestiços (“coloured”) não tinham direito à posse de terra. Esta lei determinou, ainda, que os “africanos” só poderiam viver fora de suas terras quando fossem empregados dos brancos e passou a considerar ilegal a prática usual de ter rendeiros negros nas plantações.

25.   A palavra “apartheid” (“separação” em africâner, uma dos idiomas oficiais da África do Sul) foi registrada pela primeira vez num discurso proferido em 1917 por Jan Smuts, que se tornou  Primeiro-Ministro da África do Sul em 1919. É uma expressão que acabou sendo adotada legalmente em 1948 naquele País para designar um regime segundo o qual os brancos detinham o poder e os não-brancos eram obrigados a viver deles separados, de acordo com regras que os impediam de ser verdadeiros cidadãos.

26.   A partir de 1948, o regime do “apartheid” gradativamente se aprofundou, criando uma vasta gama de discriminações e restrições para os não-brancos, que culminaram por gerar uma “política de segregação racial” de enorme abrangência, que negava ou impedia o exercício dos mais básicos direitos de cidadania para as classes excluídas.

27.   Esse regime foi abolido em 1990, no governo de Frederik de Klerk, que foi Presidente da África do Sul no período de Setembro/1989 a Maio/1994, ano em que foram realizadas as primeiras eleições livres no País.

28.   Durante a era do “apartheid”, as sanções comerciais impostas por vários países à importação de produtos da África do Sul mantiveram os seus vinhos fora dos principais mercados, com graves consequências para os produtores sul-africanos, que ficaram com pouco incentivo para produzir vinhos que fossem competitivos internacionalmente e passaram a ter limitado acesso aos novos desenvolvimentos no mundo do vinho.

29.   De fato, ao longo da vigência desse regime,  a maioria dos viticultores vendia suas colheitas para cooperativas, que as transformavam em conhaque, vinhos tipo “porto” de baixa qualidade ou outras bebidas alcoólicas. E, com o fim do “apartheid”, a África do Sul, que havia ficado com suas exportações reprimidas por muito tempo, inundou o mercado internacional com vinhos baratos e medíocres.

I.9.   A “KWV-KOOPERATIEVE WIJNBOUWERS VERENIGING VAN ZUID-AFRIKA BKPT”

30.    Como consequência do excessivo número de videiras que foram replantadas até o início dos anos 1900, em substituição às que haviam sido dizimadas pela “phylloxera”, a produção de vinhos na África do Sul se tornou excessiva, fazendo até com que alguns vinicultores despejassem em rios parcelas de suas produções que não eram absorvíveis pelo mercado.

31.    A depressão de preços causada pelo desequilíbrio entre a oferta e a demanda impeliu o Governo Sul-africano a financiar, em 1918, a formação da KWV, cooperativa que, com pouco tempo de funcionamento, cresceu em poder e notoriedade e passou, de fato, a estabelecer as políticas e os preços para a indústria de vinho em toda a África do Sul, especialmente visando ao controle dos níveis de produção e das demandas do mercado.

32.    A KWV, na prática, dominou a indústria de vinho sul-africana até o fim do “apartheid”. Em 1990, as quotas de produção, que a KWV estabeleceu por muito tempo, foram abolidas e essa cooperativa foi reformulada, funcionando atualmente como uma organização de marketing em nome dos seus quase 5.000 acionistas (viticultores e vinicultores sul-africanos)

In the South African wine industry Ntsiki Biyela is something of a rarity. The country's first black female winemaker when she started out six years ago, Biyela has established herself as an award-winning vintner. Biyela grew up in KwaZulu Natal, 800 miles from the vineyards of Stellenbosch where she now practices her craft

I.10.  A NOVA ERA

33.    Durante os anos do “apartheid”, o comércio da África do Sul com o exterior diminuiu bastante em decorrência das sanções internacionais e a sua indústria de vinho se voltou para dentro do País.

34.    Com o advento da democracia em 1994, essa indústria, que tinha ficado maciçamente nas mãos de proprietários e produtores brancos, foi forçada a se adaptar a uma nova realidade.

35.    A KWV teve a sua atuação profundamente reformulada em 1997 e, juntamente com outros participantes do mercado vitivinícola, formou a “South  African Industry Trust”, em 1999, para promover a transformação da indústria de vinho sul-africana.

36.    A maioria dos produtores ainda é de brancos, mas nos anos mais recentes já foram constatadas participações de não-brancos na indústria de vinho da África do Sul.

37.    Em 2001, foi lançado um projeto de caráter participativo, o “Vineyard Academy”, para prover treinamento aos trabalhadores da área vitícola em diversos assuntos inerentes a sua atividade.

38.    Embora o consumo de vinho na África do Sul não tenha crescido por muitos anos, existem sinais positivos de que os maiores produtores estão com sua atenção também voltada para o potencial do mercado interno.

39.    E, com o fim do “apartheid”, desde 1994 o vinho sul-africano retornou à arena internacional com significativo impacto, crescendo de 50 milhões de litros exportados naquele ano para 139 milhões de litros exportados já em 2000, com 25% dessas exportações sendo constituídos de vinhos de boa qualidade.

II. CARACTERÍSTICAS GEO-CLIMÁTICAS

II.1.   O “WINE OF ORIGINS (WO)” PROGRAM

40.    Editado em 1973, o “Wine of Origins (WO)” Program estabelece como as regiões vinícolas da África do Sul são definidas e como devem ser citadas nos rótulos dos vinhos.

41.    Mantendo alguma similaridade com o sistema francês “Appellation d’Origine Controlée (AOC)”, todo vinho sul-africano que cite no rótulo uma “Wine of Origin (WO)” deve ser composto inteiramente de uvas produzidas na WO citada.

42.    Mas, a par dessa similaridade, o programa se preocupa principalmente com a fidedignidade da rotulação dos vinhos e não dispõe sobre quaisquer regulamentações adicionais sobre regiões vinícolas, tais como variedades de castas permitidas, métodos de plantio, irrigação e níveis de produção de safras.

43.    Cada região vinícola integrante do programa WO é classificada em uma das 4 seguintes categorias:

a) Unidades Geográficas (exemplo: Região “Western Cape”);

b) Regiões (exemplo: Coastal Region);

c) Distritos (exemplo: Stellenbosch);

d) Wards (exemplo: Constantia).

44.    Enquanto as Unidades Geográficas, as Regiões e os Distritos são definidos em função das suas delimitações geopolíticas, um “ward” é uma área com tipo de solo e/ou clima distintos e, a grosso modo, equivale a uma “appellation” européia (“terroir”). Existem 84 regiões vinícolas (“appellations”) definidas atualmente no programa WO.

Wine Regions of South Africa

II.2.  AS REGIÕES VINÍCOLAS

45.    A África do Sul está situada na extremidade do continente africano e a maior parte de suas regiões vinícolas está localizada nas áreas sob influência climática dos oceanos Atlântico e Índico.

46.    Todas as regiões vinícolas estão espalhadas ao longo das regiões geográficas de “Western Cape”, “Eastern Cape” e “Northern Cape”, exceto uma que corresponde à toda a região geográfica de “KwaZulu-Natal”.

47.    Segundo o programa WO existem, hoje, 3 “Unidades Geográficas” (Western Cape, KwaZulu-Natal e Eastern Cape), 9 “Regiões”, 17 “Distritos” e 55 “Wards”.

48.    As 9 “Regiões” são:

  1. Boberg (denominação usada exclusivamente para os vinhos fortificados produzidos nos “Distritos” de Paarl e Tulbagh, que fazem parte da “Região” Coastal Region);
  2. Breede River Valley (integrada por 4 “Distritos” e 17 “Wards”);
  3. Cederberg (ainda não tem “Distritos” ou “Wards” definidos);
  4. Coastal Region (integrada por 7 “Distritos” e 18 “Wards”);
  5. Klein Karoo (integrada por 1 “Distrito” e 4 “Wards”);
  6. Northern Cape (integrada por 1 “Distrito” e 3 “Wards”);
  7. Olifants River (integrada por 3 “Distritos” e 5 “Wards”);
  8. Overberg (integrada por 1 “Distrito” e 3 “Wards”); e
  9. Piketberg (ainda não tem “Distritos” ou “Wards” definidos).

49.    Os 17 “Distritos” estão localizados nas “Regiões” da seguinte forma:

  1. na “Região” Breede River Valley: “Distritos” de Breedekloof, Robertson, Swellendam e  Worcester;
  2. na “Região” Coastal Region: “Distritos” de Cape Point, Darling, Paarl, Stellenbosch, Swartland, Tulbagh e Tygerberg;
  3. na “Região” Klein Karoo: “Distrito” de Calitzdorp;
  4. na “Região” Northern Cape: “Distrito” de Douglas;
  5. na “Região” Olifants River: “Distritos” de Citrusdal Mountain, Citrusdal Valley e Lutzville  Valley; e
  6. na “Região” Overberg: “Distrito” de Walker Bay.

50.    Do total de 55 “Wards”, 50 estão localizados nas “Regiões” ou nos “Distritos” e 5, denominados “Isolated Wards”, estão localizados fora das áreas geográficas abrangidas pelas duas categorias de WO citadas.

51.    Os seguintes “Distritos” merecem destaque:

  • STELLENBOSCH – é a segunda WO mais antiga (a primeira é Constantia), responsável por cerca  de 14% da produção anual de vinho do País, e sedia a maior parte dos produtores mais conceituados.   É considerada a região que fabrica os melhores vinhos da África do Sul, com destaque para os tintos, especialmente no que diz respeito aos “blends”. Reúne mais de 80 vinícolas, cujos vinhos se  situam entre os mais caros produzidos no País, com preços, todavia, justificados pela sua qualidade.
  • PAARL– na maior parte do século XX, Paarl foi para todos os propósitos práticos

    Paarl

    o coração da  indústria de vinho sul-africano. Sediava a cooperativa KWV e realizava anualmente o leilão “Nederburg Wine Auction”, no qual a reputação das safras ou dos produtores era altamente avaliada.

Gradualmente, o foco se deslocou para Stellenbosch, onde a sua universidade exerceu proeminente papel para a indústria do vinho, com seus programas de viticultura e vinicultura. Da mesma forma que Stellenbosch, tem, por séculos, fabricado vinhos e sedia importantes produtores.

52.    Entre os “Wards”, cabem ser destacados Constantia (do “Distrito” de Cape Point), Franschhoek Valley (do “Distrito” de Paarl), Banghoek, Bottelary, Devon Valley, Jonkershoek Valley, Papegaaiberg, Polkadraai Hills e Simonsberg-Stellenbosch (todos do “Distrito” de Stellenbosch), Bonnievale (do “Distrito”de Robertson), Groenekloof (do “Distrito” de Darling) e Elgin (da “Região” de Overberg).

II.3.   CLIMA

53.    A maioria das regiões vinícolas sul-africanas tem um clima “mediterrâneo”, marcado por intenso nível de luz solar e de calor seco. Em geral, o clima é temperado com verões agradáveis e invernos frios, com chuvas entre maio e agosto.

54.    A corrente de Benguela que vem da Região Antártica traz ar frio para a costa sul do País, o que faz com que, nessa região, a sensação térmica seja inferior à de outras regiões de mesma latitude. Além disso, uma forte corrente de vento, conhecida como “Cape Doctor”, traz fortes ventos para  as regiões ao longo do Cabo, constituindo fator positivo na limitação do risco da absorção de vários fungos pelas videiras.

The climate in South Africa is generally dry, warm and sometimes humid. It can also be unpredictable.

55.    Na escala “Winkler”, as regiões vinícolas da África do Sul podem, na maioria, ser classificadas como localidades da “Região III”, com níveis de calor e de variação diária de temperatura similares à da região vinícola de Oakville, em Napa Valley, Califórnia.

56.    A África do Sul, com a viticultura instalada em áreas que vão das regiões costeiras até as no quase deserto, tem uma variedade de meso-climas e “terroirs” que geram diferentes vocações em termos de variedades de castas utilizadas e de vinhos produzidos.

III.    VITICULTURA

III.  1.   HISTÓRICO

57.    Ao longo das várias fases de colonização, a viticultura sul-africana adotou, basicamente, os princípios e as técnicas que haviam sido trazidos pelos colonizadores europeus, o que lhe assegurou manter, em nível satisfatório, os padrões de produção que eram obtidos na Europa.

58.    Após a devastação causada pela “phylloxera”, o foco da viticultura na África do Sul voltou-se mais  para a quantidade do que para a qualidade. Vinhedos foram plantados com castas de alta produtividade, com bastante espaço entre as videiras para facilitar a utilização da colheita mecanizada.

59.    Mas, no final do século XX, muitos produtores começaram a alterar esse foco para priorizar a fabricação de vinho de qualidade e passaram a adotar técnicas de viticultura mais modernas.

III.2.  AS CASTAS

60.    Na África do Sul, a palavra usada para traduzir “casta” é “cultivar” e muitas variedades de uvas, internacionalmente conhecidas, possuem  nomenclatura local diferente. Como exemplos, podem ser citadas as castas Chenin Blanc (localmente conhecida como Steen), Riesling (localmente é denominada Weisser Riesling), Sémillon (conhecida localmente como Groendruif), Trebbiano (lá conhecida como Ugni Blanc), Muscat (conhecida localmente como Hanepoot). Contudo, os vinhos sul-africanos que são exportados utilizam em seus rótulos, de modo geral, a nomenclatura de castas internacionalmente adotada.

61.    Chenin Blanc é, há longo tempo, a casta mais produzida na África do Sul, tendo, em 2004, alcançado, no mínimo, o volume de 1/5 de todas as variedades plantadas no País. Mas, essa proporção vem se reduzindo em favor do plantio de outras castas. Além da Chenin Blanc, são produzidas no País em quantidades significativas as castas brancas Colombard, Sauvignon Blanc, Chardonnay e Muscat.

62.    Quanto às castas tintas, o plantio tem, desde 1990, crescido constantemente. Até aquele ano, menos de 18% de todas as uvas produzidas eram tintas; em 2003, esta proporção já havia crescido para 40% e essa tendência de crescimento se manteve.

63.    Na maior parte do século passado, a casta Cinsault, de alta produtividade, foi a uva tinta mais largamente produzida na África do Sul, mas a mudança de foco para priorizar a qualidade na produção de vinho fez com que o plantio dessa variedade fosse profundamente reduzido, de tal modo que em 2004 já representava menos de 3% de todos os vinhedos.

64.    Em substituição à Cinsault, a Cabernet Sauvignon, a Shiraz, a Merlot e a Pinotage se tornaram proeminentes, com a Cabernet Sauvignon passando a ser a casta tinta mais amplamente produzida, cobrindo, já em 2006, 13% de toda a área plantada. Entre outras castas tintas plantada na África do Sul, podem ser citadas a Carignan, a Gamay, a Grenache, a Tinta Barroca e a Zinfandel.

65.    Além disso, existe uma vasta variedade de castas menos conhecidas que são usadas para alimentar a robusta indústria sul-africana de destilados e de vinhos fortificados. Essas castas usualmente produzem vinhos suaves e neutros, que se prestam bem para serem usados em “blends” ou para destilação, e raramente serão encontradas em rótulos de vinhos varietais.

66.    Atualmente, as castas mais plantadas na África do Sul representam os seguintes percentuais de participação nos seus vinhedos:

  • Chenin Blanc …………………. 18,7%;
  • Cabernet Sauvignon ……… 13,1%;
  • Colombard ……………………. 11,4%;
  • Shiraz …………………………….  9,6%;
  • Sauvignon Blanc ……………..  8,2%;
  • Chardonnay ……………………. 8,0%;
  • Merlot …………………………….  6,7%;
  • Pinotage …………………………   6,2%.

III.3.  A UVA PINOTAGE

67.    Na história da viticultura sul-africana, merece especial menção a uva Pinotage, que é uma casta criada na África do Sul em 1925, pelo Professor Abraham Izak Perold, primeiro docente de viticultura da “Stellenbosch University”, a partir do cruzamento da uva Pinot Noir com a uva Cinsault (conhecida na África do Sul como Hermitage), e que se revelou uma variedade bem apropriada para as características geoclimáticas do País. A intenção foi combinar as melhores qualidades da robusta e resistente Cinsault com a Pinot Noir, uva da qual se faz bons vinhos, mas que pode ser difícil de cultivar.

68.    O primeiro vinho da uva Pinotage foi feito em 1941. O primeiro reconhecimento público veio quando um vinho denominado “Bellevue” tornou-se o vinho campeão no “Cape Wine Show” de 1959. Este vinho foi, posteriormente em 1961, o primeiro a mencionar em seu rótulo a expressão “Pinotage”. Este sucesso, e a sua fácil viticultura, induziram uma onda de plantio da Pinotage durante os anos 1960.

69.    A despeito da reputação de fácil cultivo, a uva Pinotage tem sofrido críticas. Uma reclamação comum é a tendência a desenvolver, durante a vinificação, o “acetato de isoamyl” (composto orgânico que é um éter formado do álcool isoamyl e do ácido acético), que tem um forte odor similar ao da banana e da pera, em conjunto, e que conduz a um “picante doce”, que frequentemente lembra o aroma de uma “camada de pintura”. Um grupo de “British Masters Wine”, que visitou a África do Sul em 1976, teve uma impressão desfavorável sobre a Pinotage, classificando seu nariz como “quente e horrível” e comparando o gosto a cravos rústicos e embolorados. Mas, já decorreu bastante tempo desde essa avaliação e a evolução das técnicas de vinificação certamente propiciam hoje aos produtores condições de anular ou, no mínimo, reduzir bastante essas imperfeições da Pinotage.

70.    O volume plantado de Pinotage tem subido ou caído em função da permanente intenção e necessidade da indústria de vinhos sul-africana de se ajustar às preferências do mercado, especialmente o mercado externo. Mais de 20% dos vinhos tintos produzidos na África do Sul já foram de Pinotage; hoje, essa proporção é muito menor.

71.    No início dos anos 1990, com o fim do “apartheid” e a reabertura dos mercados internacionais, produtores da África do Sul ignoraram a  Pinotage em favor das variedades mais reconhecidas internacionalmente, tais como a Cabernet Sauvignon e a Shiraz. No fim do século, a reputação da Pinotage começou a mudar e em 1997 os vinhos sul-africanos feitos com ela chegaram a obter no mercado preços mais altos do que qualquer outro vinho varietal feito na África do Sul.

72.    Enquanto que há incentivadores que defendem que a Pinotage seja transformada na “variedade de assinatura” da África do Sul, de outro lado há os críticos dessa casta que registram que, possivelmente devido a algumas de suas características (tais como, tendência a desenvolver sabores vegetais e aroma de banana), esta uva ainda não se consolidou no exterior e, fora da África do Sul, é plantada, em pequenas proporções, por exemplo, nos Estados Unidos, na Nova Zelândia, no Canadá, no Brasil, em Israel e no Zimbabwe. Parte dos produtores sul-africanos desdenham dos vinhos Pinotage pelo fato de que eles são, claramente, inconfundivelmente, um “vinho do Novo Mundo”, enquanto que a tendência do vinho sul-africano é refletir mais as influências e sabores europeus. Dizem que, apesar de ser um cruzamento de castas da Borgonha e do Reno, a Pinotage não reflete fidedignamente os sabores do vinho francês.

73.    Mas, de toda forma, a qualidade de vinhos Pinotage produzidos na África do Sul vem melhorando e esta casta tem presença marcante nos apreciados tintos conhecidos como “Cape blends”. E, assim, hoje parcela significativa da opinião pública interessada no mercado de vinho já considera a Pinotage a “uva emblemática” da África do Sul.

III.4.  A ÁREA OCUPADA POR VINHEDOS

74.    Na era pós-apartheid, iniciada em 1994, o vinho da África do Sul retornou à arena mundial com significativo impacto. Mas, internacionalmente, a indústria de vinho sul-africana ainda pode ser considerada pequena, se comparada à dos maiores países produtores, e ocupa a 15ª. posição no ranking global dos países em termos de área total ocupada por vinhedos.

75.    No ano 2000, a área ocupada por vinhedos na África do Sul era de aproximadamente 111.700 hectares; em 2009, essa área já era de  aproximadamente 132.500 hectares, com um crescimento de quase 19% em relação ao ano de 2000, passando o País a ter 1,8% da área global ocupada por vinhedos no mundo. Para se ter uma noção da posição relativa da África do Sul em relação aos países maiores produtores, pode-se registrar que a sua área de vinhedos corresponde a 11,9% da área plantada na Espanha, 16,5% na França, 19,0% na Itália e 34,4% nos Estados Unidos.

76.    Na África do Sul, as castas brancas ainda ocupam um pouco mais de 50% da área plantada, mas já houve um grande avanço no sentido de corrigir o desequilíbrio existente no ano de 1990, quando 85% da área era ocupada por uvas brancas e 15% por tintas. Em 2000, mais de 80% dos novos plantios foram de uvas tintas, predominantemente a Cabernet Sauvignon, a Shiraz e a Merlot. Ao mesmo tempo, 87% de todas  as videiras arrancadas foram brancas, principalmente das castas Chenin Blanc, Palomino e Colombard.

IV.    VINICULTURA

IV.1.  HISTÓRICO

77.    O vinho sul-africano guarda a tradição de sabores e estilos dos vinhos do Velho Mundo adquirida durante os períodos de colonização, especialmente quanto às influências francesas, italianas e alemãs, e, por     outro lado, tem absorvido as experiências de vinificação do Novo Mundo, principalmente da Austrália e dos Estados Unidos. Em suma, os 350 anos da vinicultura da África do Sul refletem ao mesmo tempo o classicismo e a tradição do Velho Mundo e as influências do estilo contemporâneo do Novo Mundo.

78.  Emergindo das sombras do “apartheid”, a África do Sul vem, progressivamente, fazendo vinhos melhores e a bons preços para todos os níveis de escala de qualidade.

IV.2.  O “VINE IMPROVEMENT PROGRAM (VIP)”

79.    Com o fim do “apartheid” e a reabertura dos mercados internacionais, a indústria de vinho da África do Sul necessitou de um substancial aprendizado para ultrapassar a defasagem em que se encontrava e se recolocar no mercado mundial de vinho.

80.    Nesse sentido, foi estabelecido o “VINE IMPROVEMENT PROGRAM (VIP)” para trazer, para a indústria de vinho, moderna compreensão da viticultura. A primeira fase do programa foi lançada no final do século passado e objetivou proteger os vinhedos contra pragas e manter adequado nível de produtividade para videiras. A segunda fase, que ainda está em curso, está voltada para a promoção da adequada harmonização das combinações de variedades de uvas, clones e videiras com os adequados “terroirs”, a fim de garantir a produção de vinhos de qualidade.

IV.3.  A INDÚSTRIA DO VINHO

81.    A maioria do vinho produzido na África do Sul é originária da Província do Cabo. O coração histórico do vinho sul-africano tem sido a área próxima da Península do Cabo, local proeminente na indústria, onde se localizam as importantes regiões vinícolas de Constantia, Stellenbosch e Paarl. Hoje, a maior parte do vinho é produzida em Western Cape e em algumas regiões do Northern Cape. As regiões vinícolas em  Breede Valley, Olifants River e Orange River são locais mais quentes e estão voltadas para a produção de vinhos de volume e de destilados. As regiões de clima mais frio a leste da Cidade do Cabo e ao longo da costa do Oceano Índico, tais como Walker Bay e Elgin, têm mostrado expansão e desenvolvimento nos anos recentes na utilização de variedades de castas que se adaptam a esse tipo de clima.

82.    Na maior parte do século XX, a indústria de vinho da África do Sul recebeu muito pouca atenção no cenário mundial. Seu isolamento foi, ademais, aprofundado pelo boicote dos produtos sul-africanos em protesto ao regime do “apartheid”. E somente a partir do fim desse regime, após 1990, e a consequente reabertura dos mercados internacionais, foi que os vinhos da África do Sul começaram a experimentar um renascimento.

83.    Então, com uma elevada carga de aprendizado novo, muitos produtores sul-africanos rapidamente adotaram novas tecnologias de viticultura e de vinicultura. Além disso, enólogos estrangeiros, conhecidos como “flying winemakers”, da França, Espanha e Califórnia têm trazido para o País novas técnicas e novos estilos.

84.    No fim dos anos 1980, o uso de barrris de carvalho para fermentação e envelhecimento tornou-se popular. O uso da chapitalização é proibido no País, pois o seu clima temperado assegura o alcance dos desejáveis níveis de açúcar e de álcool na produção de vinhos. Alguns produtores têm problemas com baixos níveis de acidez no vinho, o que requer alguma suplementação com a adição de ácidos, tal como o ácido tartárico.

85.    Em 1990, menos de 30% de todas as uvas colhidas eram usados na produção de vinhos, sendo os remanescentes 70% descartados, destilados ou vendidos como uvas de mesa ou para a fabricação de suco. Em 2003, essa situação havia se invertido, com 70% de todas as uvas colhidas chegando ao mercado consumidor como vinho.

86.   Tradicionalmente, os vinhos tintos sul-africanos tinham a reputação de  serem ásperos na textura e terem aromas rústicos. A palavra africana usada para descrever esses vinhos significa literalmente “pé pesado, compacto”. Hoje, o foco da indústria de vinho na África do Sul está voltado para o aumento da  qualidade na produção de vinho, particularmente com uso de variedades de uvas tintas mais em moda e mais exportáveis. Nos vinhedos, viticultores passaram a focar no controle de produtividade e no adequado tempo de amadurecimento, enquanto os vinicultores passaram a adotar modernas técnicas para criar vinhos mais delicados e consistentes. Controle de temperatura de fermentação e fermentação malolática controlada têm sido mais amplamente adotados, bem como menos dependência da filtração como um meio de estabilização.

87.    Por outro lado, a reorganização da cooperativa KWV, transformando-a numa instituição privada, estimulou a inovação e o aprimoramento da qualidade entre os proprietários de vinhedos e as vinícolas, os quais anteriormente contavam com o sistema de preços fixados que assegurava a compra, para a destilação, dos excessos de uvas produzidas. Esta reorganização gerou a mudança de foco para a produção de vinho de qualidade, a fim de preservar a capacidade de competir no mercado.

88.    Na realidade, uma nova geração de produtores de vinho tem se beneficiado do maior contato com o mundo exterior e os produtores sul-africanos em geral agora sabem que eles podem competir na arena internacional. Hoje, a África do Sul é o 9º. maior produtor de vinhos, fabricando desde frescos, vibrantes Sauvignon Blancs e Chenin Blancs a estruturados, sérios Cabernet Sauvignons, Syrahs e tintos “blend”. Os melhores exemplares são, na verdade, vinhos que provocam alto grau de satisfação, mesclando os estilos do Velho e do Novo Mundo.

IV.4.  VINHOS FORTIFICADOS. VINHOS DE SOBREMESA. ESPUMANTES

89.    A indústria de vinhos da África do Sul tem um longo histórico de produção de vinhos fortificados, conhecidos popularmente como “Cape port” (embora o termo “port” esteja protegido pela União Européia para se referir somente aos vinhos da Região do Douro, em Portugal). Esses  vinhos são feitos de uma variedade de uvas, tais como Shiraz e Pinotage, bem como de uma variedade de uvas portuguesas, como Tinta Barroca, Touriga Nacional, Souzão e Fernando Pires. O nível mínimo de álcool para esses vinhos deve se situar entre 16,5 e 22%.

90.    Os vários estilos de “Cape port” mantêm uma certa similaridade com os vinhos do Porto portugueses e incluem:

a) “Cape White port”, que pode ser feito de quaisquer variedades de uvas brancas (tais como Chenin Blanc, Colombard ou Fernão Pires), exceto a uva Muscat. É requerido que este vinho seja envelhecido em barris  de madeira por pelo menos 6 meses;

b) “Cape Ruby port”, que usualmente é um “blend” de várias uvas, bem encorpado, sendo que cada vinho de sua composição deve envelhecer em barris de madeira por pelo menos 6 meses e o “blend” por pelo menos 1 ano;

c) “Cape Tawny port”, que é um “blend” que deve envelhecer em barris de madeira o tempo suficiente para adquirir a cor “tawny” (amarelo tostado) e o sabor leve de nozes. É proibido misturar “Cape White” e “Cape Ruby” ports para produzir o “Cape Tawny port”;

d) “Cape Late Bottled Vintage (LBV) port”, que é feito de uvas colhidas em uma única safra, envelhecido por pelo menos 2 anos em  barris de carvalho e passa por um envelhecimento total de 3 a 6 anos antes de ser engarrafado. A legislação sul-africana de vinhos determina que o termo “Late Bottled Vintage” ou  “LBV” conste do rótulo deste vinho, acompanhado da safra e do ano de engarrafamento;

e) “Cape Vintage port”, que é feito de uvas colhidas em uma única safra, envelhecido em barris de madeira e deve ter a expressão “Vintage port” e a safra explicitados no rótulo; e

f) “Cape Vintage Reserve port”, que somente é produzido em safras consideradas de excepcional qualidade pela indústria sul-africana de vinhos e/ou por publicações especializadas. Este vinho deve ser envelhecido por pelo menos 1 ano em barris de carvalho e vendido exclusivamente em garrafas de vidro, além de obrigatoriamente ter a expressão “Vintage Reserve port” e a safra explicitadas no rótulo.

91. Além dos denominados”Cape ports”,a África do Sul produz vinhos estilo “sherry” (xerez) e um vinho de licor feito de uva Muscat, conhecido como “Jerepigo” (ou “Jerepiko”), em cuja elaboração é adicionado conhaque ao mosto antes da fermentação, com o objetivo de lhe proporcionar um teor residual de açúcar de pelo menos 160 gramas por litro.

92.    Também têm uma longa história os vinhos de sobremesa sul-africanos. Além dos tradicionais e famosos vinhos de Constantia, essa espécie inclui, hoje, os modernos vinhos “Edel Laat-oes”, de uvas infectadas por “podridão nobre” (conhecida localmente como “Edelkeur”) e contendo pelo menos 50 gramas de açúcar residual por litro. Os vinhos rotulados sob a denominação “Laat-oes” são feitos de uvas de colheita tardia, mas não infectadas por “botrytis”. Estes vinhos devem ter um teor alcoólico mínimo de 10% e um nível residual de açúcar entre 10 e 30 gramas por litro. Vinhos com teor residual de açúcar acima de 30 gramas por litro são denominados “Spesiale Laat-oes” ou “Special Late Harvest”, o que pode indicar que na sua elaboração foram usadas algumas uvas com “botrytis”.

93.     Na África do Sul, vinhos espumantes são produzidos tanto com uso do método “Charmat”, como do método “Champenoise”. Para distinguir os espumantes sul-africanos (e para observar as regras de proteção da  União Européia para os termos “Champagne” e “Champenoise”), os que são feitos com uso do método “Champenoise” são rotulados como “Cape Classique”. Estes vinhos eram tradicionalmente feitos com as uvas  Sauvignon Blanc e Chenin Blanc, mas há poucos anos a maioria passou a ser produzida com as difundidas castas Chardonnay e Pinot Noir. São fabricados também espumantes tintos a partir da uva Pinotage.

IV.5.  A ROTULAÇÃO DOS VINHOS

94.    A lei sul-africana que dispõe sobre rotulação de vinhos observa estritamente as classificações oficiais das regiões vinícolas definidas no programa “Wine of Origins (WO)”. Vinhos que somente utilizem uvas de um determinado vinhedo podem citar o nome deste vinhedo em seu  rótulo, desde que o vinhedo esteja registrado pelo governo. Vinícolas podem ainda rotular vinhos como “Estate Wines”, desde que todas as uvas usadas em sua fabricação, a vinificação e o engarrafamento tenham como origem a mesma propriedade.

95.    Além disso, o “The South African Wine & Spirit Board” opera um programa de adesão voluntária que permite aos vinhos sul-africanos serem certificados quanto à qualidade e exatidão dos seus rótulos. Sob este  processo de certificação, um vinho de uma determinada safra deve ser composto por pelo menos 85% de uvas colhidas na safra citada no rótulo. Vinhos varietais devem ser compostos por pelo menos 85% da variedade de uva mencionada. “Blends”, como por exemplo um de Cabernet Sauvignon e Pinotage, podem ter ambas as castas citadas no rótulo, desde que os dois vinhos tenham sido vinificados separadamente. Um vinho que tenha sido co-fermentado, com as castas prensadas e vinificadas juntamente, como por exemplo um Shiraz-Viognier, não pode citar as variedades de uvas no rótulo. Em 2006, 35% das vinícolas sul-africanas já participavam deste programa.

IV.6. A PRODUÇÃO VINÍCOLA

96.    Em 2009, a produção de vinhos na África do Sul foi de 780,7 milhões de litros, 17,4 milhões de litros a mais do que no ano anterior. Segundo as estatísticas daquele ano, o País ocupava a posição de 9º. maior produtor do mundo. O volume produzido pela África do Sul correspondeu a 2,92% de toda a produção mundial. Para se ter uma idéia da posição relativa da África do Sul em relação aos países maiores produtores, cabe registrar que a sua produção de vinhos equivaleu, no ano de 2009, a aproximadamente 16,6% da produção da França (4,70 bilhões de litros), 16,8% da Itália (4,65 bilhões de litros), 20,5% da Espanha (3,80 bilhões de litros), 28,1% dos Estados Unidos (2,78 bilhões de litros), 64,5% da Argentina (1,21 bilhões de litros), 66,7% da Austrália (1,17 bilhões de litros), 79,1% do Chile (987 milhões de litros), 84,1% da Alemanha (928 milhões de litros) e 130,1% de Portugal (600 milhões de litros). De 2006 a 2009, a África do Sul, dando seguimento à política de privilegiar a qualidade em detrimento da quantidade, reduziu a sua produção em 16,93% (de 939,8 milhões para 780,7 milhões de litros), caindo do 7º. para o 9º. lugar entre os produtores mundiais de vinho.

97.    Segundo estatísticas relativas ao ano de 2006, a África do Sul exportou 272 milhões de litros de vinho (correspondentes a 3,25% do volume físico exportado por todos os países produtores), colocando-se como o 10º. maior país exportador em termos de volume físico e como o 9º. maior país exportador em termos de valores exportados em dólares (com um montante equivalente a 2,4% do valor total exportado pelos países produtores).

98.    Para se ter uma noção de sua posição em relação aos demais países, cabe registrar que o volume físico exportado pela África do Sul em 2006 correspondeu a aproximadamente 15,2% do volume exportado pela Itália (1,79 bilhões de litros), 18,6% pela França (1,46 bilhões de litros), 20,3% pela Espanha (1,34 bilhões de litros), 35,7% pela Austrália (762 milhões de litros), 57,6% pelo Chile (472 milhões de litros), 73,7% pelos Estados Unidos (369 milhões de litros), 86,1% pela Alemanha (316 milhões de litros), 90,1% pela Argentina (302 milhões de litros) e 95,1% por Portugal (286 milhões de litros).

99.    Quanto ao valor exportado em 2006, a posição relativa da África do Sul correspondeu a aproximadamente 6,9% do valor exportado pela França, 13,3% pela Itália, 25,8% pela Austrália, 27,6% pela Espanha, 55,8% pelo Chile, 66,7% pelos Estados Unidos, 68,6% pela Alemanha e 80% por Portugal.

100.   No tocante ao consumo interno de vinhos, registrado no ano de 2009, a África do Sul se situou no 13º. lugar no ranking, com um consumo de 341,9 milhões de litros (equivalente a 1,48% do consumo mundial), correspondentes a 11,7% do consumo na França (2,91 bilhões de litros), 12,4% nos Estados Unidos (2,75 bilhões de litros), 13,96% na Itália (2,45 bilhões de litros), 16,99% na Alemanha (2,01 bilhões de litros), 22,2% na China (1,54 bilhões de litros), 27% no Reino Unido (1,27 bilhões de litros), 29,86% na Rússia (1,15 bilhões de litros), 30,3% na Espanha (1,13 bilhões de litros), 33,2% na Argentina (1,03 bilhões de litros), 67,1% na Romênia (509,7 milhões de litros), 69,33% na Austrália (493,1 milhões de litros), 75,14% em Portugal (455 milhões de litros) e 106,8% no Brasil (320 milhões de litros).

101.  Quanto ao consumo médio per capita, a África do Sul ocupa o 64º. lugar no ranking, com um índice de 6,97 litros/ano por habitante, registrado no ano de 2009, correspondente a 15,41% do consumo na França (45,23 litros/ano por habitante), 16,40% em Portugal (42,49 litros/ano por habitante), 16,54% na Itália (42,15 litros/ano por habitante), 25,06% na Espanha (27,81 litros/ano por habitante), 27,70% na  Argentina (25,16 litros/ano por habitante), 28,52% na Alemanha (24,44 litros/ano por habitante), 30,06% na Austrália  (23,19 litros/ano por habitante), 33,64% no Reino Unido (20,72 litros/ano por habitante), 34,15% na Nova  Zelândia (20,41 litros/ano por habitante), 50,32% no Chile (13,85 litros/ano por habitante), 77,79% nos Estados Unidos (8,96 litros/ano por habitante) e 432,92% no Brasil (1,61 litros/ano por habitante).

V.     VINÍCOLAS SUL-AFRICANAS

102.  Somente a Região do Cabo conta com aproximadamente 4.500 produtores (viticultores) e 340 vinícolas. Em todo o País, estima-se que existam cerca de 500 vinícolas.

103.  Uma pesquisa realizada em 2009 pela revista “South Africa Independent Grape”, no âmbito de escritores sobre vinho, de críticos do assunto e de avaliadores de vinhos, apresentou como resultado uma relação das melhores vinícolas e dos melhores produtores de vinho sul-africanos. As 21 melhores vinícolas, em ordem de classificação, foram as seguintes:

  1. Kanonkop Estate (de Stellenbosch);
  2. Vergelegen (de Stellenbosch);
  3. Neil Ellis Wine (de Stellenbosch);
  4. Hamilton-Russell Vineyards (de Overberg);
  5. Rustenberg Wines (de Stellenbosch);
  6. Glen Carlou Vineyards (de Paarl);
  7. Thelema Mountain Vineyards (de Stellenbosch);
  8. Jordan Vineyards (de Stellenbosch);
  9. Veenwouden Private Cellar (de Paarl);
  10. Klein Constantia Estate (de Constantia);
  11. Grangehurst Winery (de Stellenbosch);
  12. Boekenhoutskloof (de Stellenbosch);
  13. Villiera Wines (de Paarl);
  14. Saxenburg (de Stellenbosch);
  15. Spice Route Wine Company (de Swartland);
  16. Bouchard Finlayson (de Walker Bay);
  17. De Trafford Wines (de Stellenbosch);
  18. Buitenverwachting Estate (de Constantia);
  19. Fairview (de Paarl);
  20. Graham Beck Wines (de Robertson); e
  21. Springfield Estate (de Robertson).

104.  Além dessas, algumas vinícolas sul-africanas construíram, ao longo dos anos, destacada reputação, sendo bem nominadas em  publicações e avaliadores especializados, como “Wine Spectator”, Robert Parker, “Wine Enthusiast”, “Decanter”, “Wine” e a publicação anual sul-africana “The John Platter Guide”, entre as quais cabe destacar:

  1. Muldersboch Vineyards (de Stellenbosch);
  2. Warwick Wine Estate (de Stellenbosch);
  3. Groot Constantia Estate (de Constantia);
  4. Morgenhof Wine (de Stellenbosch);
  5. Rust en Vrede Estate (de Stellenbosch);
  6. Simonsig (de Stellenbosch);
  7. Meerlust Estate (de Stellenbosch);
  8. Fleur du Cap (de Stellenbosch);
  9. Beyerskloof Wines (de Stellenbosch);
  10. Nederburg Wines (de Paarl);
  11. De Wetshof Estate (de Robertson);
  12. Cabrière Estate (de Franschhoek Valley);
  13. La Motte (de Franschhoek Valley); e
  14. Plaisir de Merle (de Franschhoek Valley). 

VI.    TENDÊNCIAS DA VITIVINICULTURA

VI.1.  NO MUNDO

105.  Novas circunstâncias, tais como a necessidade de adaptação à última crise econômica internacional, quedas na produção e no consumo, restrições ao consumo de álcool, impostos crescentes, protecionismo, novas regras no âmbito da União Européia e o processo climático de aquecimento global, têm  configurado um verdadeiro “terremoto” que parece ameaçar o costumeiramente pacato e tranquilo mundo dos vinhos de qualidade.

106.  A Itália, país onde os vinhos brancos respondem por metade das vendas, tornou-se em 2008 o maior produtor mundial de vinhos, não por ter aumentado ou melhorado seus vinhedos e sim por uma nova diminuição nas colheitas francesas. A produção mundial em 2009 (ano em a França retomou o 1º. lugar em produção, mas em quantidade muito pouco superior à da Itália) foi de 26,8 bilhões de litros (2/3 oriundos da Europa), com um recuo de 1,5% em relação a 2008, em decorrência da crise econômica global que forçou a mudança de hábitos dos consumidores, que começaram a preferir vinhos mais baratos, favorecendo países grandes exportadores como Austrália, Chile, Argentina e  África do Sul.

107.  O consumo também está em leve queda. Há uma década, quatro dos maiores bebedores do mundo (um francês, um italiano, um espanhol e um português) juntos liquidariam com 200 garrafas em um ano, mas hoje só bebem 168. Na Eupopa, são três as causas para a queda nas vendas: a crise econômica, condições climáticas desfavoráveis e o impacto das políticas governamentais (que não são novas, mas estão mais rígidas) de restrição ao álcool para os que dirigem. Consumidores franceses estão preocupados, achando que a tendência é a adoção de mais políticas proibicionistas. Em alguns países são cobrados impostos cada vez mais altos sobre bebidas alcoólicas, aumentando o seu preço final. Em contrapartida, na Hungria o imposto é zero para os vinhos nacionais (situação que retrata o sonho, por exemplo, dos produtores brasileiros para enfrentar a invasão argentina). Os britânicos são inventivos e discutem a redução no tamanho das garrafas e das taças para forçar um menor consumo.

108.  A reforma do setor vitivinícola aprovada pelo Mercado Comum Europeu entrou em vigência, objetivando reduzir a superprodução e ganhar competitividade no mercado global. O argumento para a adoção de medidas nitidamente protecionistas é que seus produtores são menores do que os dos países rivais e estão em desvantagem diante das principais redes varejistas que compram em grandes quantidades. Esta  refoma destina, até 2013, recursos para modernização da cadeia de produção, conversão de vinhedos e eliminação, a partir de 2010, de 175 mil hectares plantados, para conter o aumento de estoques; ademais, objetiva maior apoio à divulgação no exterior, além de prever uma simplificação dos regulamentos e dos rótulos, enfatizando as denominações de origem controlada. Produtos dos Estados Unidos vendidos na Europa terão de retirar de seus  rótulos expressões como “chateau, tawny, ruby, vintage”, repetindo o que já tiveram que fazer com seus “champagnes”, que viraram “espumantes”.

109.  Não é novidade que uvas viníferas se desenvolvem idealmente numa faixa de uns 2.200 km de largura ao redor do mundo entre 30 e 50 graus de latitude ao norte ou ao sul da Linha do Equador (os vinhedos mais ao sul se situam na região “Central Otago” da Nova Zelândia, perto do paralelo 45 sul, e os mais ao norte em “Flen” na Suécia, exatamente no paralelo 59 norte), onde o clima é temperado, com invernos úmidos e verões secos. Assustados com as mudanças climáticas em curso, produtores de regiões tradicionais pressionam seus governos para adotarem medidas de contenção do aquecimento global e alguns líderes, como o Presidente da França, se manifestaram duramente a respeito na Cúpula sobre Clima realizada em Dezembro/2009 em Copenhagen.

110.  Se tudo continuar como está, a temperatura média na Terra terá dois graus a mais ao final do século XXI e então as áreas mais favoráveis ao cultivo de uvas viníferas terão se deslocado cerca de 9 graus de latitude na direção norte (algo como 1.000 km para norte). Com isso, regiões nobres como a Borgonha mudarão seus cultivares ou cederão sua primazia, por exemplo, para vinhedos no entorno de Amsterdam e nos condados de Kent e Surrey (que já possuem extensos parreirais) ou em Liverpool, recuperando uma tradição vinífera que os ingleses perderam há 600 anos.  Áreas baixas de Mendoza e do Valle del Maipo deslocar-se-iam para colinas e  montanhas a fim de compensar o aumento de latitude. Hoje, os vinhos leves da Alsácia e da Alemanha já estão se tornando mais encorpados e países de clima frio como a Suécia e o Canadá (cujo único produto competitivo é o Ice Wine, um vinho de sobremesa proveniente de uvas congeladas no pé) começam a pensar num futuro promissor no mercado internacional.

VI.2.  NA ÁFRICA DO SUL

111.  A indústria de vinho da África do Sul tem sido liderada por várias organizações do setor privado e por agências governamentais.  Diferentemente de outros países do Novo Mundo produtores de vinho, essa indústria é largamente influenciada por algumas grandes cooperativas. A cooperativa KWV foi a primeira a ser criada, através do financiamento e encorajamento do governo da África do Sul, como um instrumento que poderia estabilizar e fazer crescer a indústria de vinho. Como a KWV passou a ser uma entidade privada, algumas de suas responsabilidades regulatórias passaram para outras entidades, tais como o “South African Wine & Spirit Board”.

112.  O “South African Wine & Spirit Board” executa um programa de certificação, de adesão voluntária, que permite que os vinhos sul-africanos sejam certificados quanto a sua qualidade e à fidedignidade de seus rótulos. Adicionalmente a serem submetidos a vários padrões de rotulação, vinhos são avaliados através de degustações “às cegas” por um painel de especialistas em qualidade e são submetidos a um teste analítico para detecção de eventuais imperfeições. Estes testes são voluntários, mas vinhos que a eles não sejam submetidos estão sujeitos a avaliação aleatória, por exigências de preservação da saúde do consumidor.

113.  Este “Board” também administra o “South African Wine Industry Trust (SAWIT)” que serve como financiador para o marketing e o desenvolvimento do setor vitivinícola sul-africano. Estabelecido em 1999, através de um acordo entre o governo da África do Sul e a KWV, o SAWIT opera no sentido de promover e ampliar a exportação do vinho sul-africano e de prover o desenvolvimento de novas tecnologias e de programas de educação na área vitivinícola. Adicionalmente, o SAWIT trabalha em conjunto com o programa “Black Economic Empowerment (BEE)” para promover o envolvimento da comunidade negra na indústria de vinho sul-africana, incluindo oportunidades de se transformarem em proprietários de vinhedos e de vinícolas.

VII.   CONCLUSÃO

114.  Atualmente, os melhores vinhos da África do Sul já são reconhecidos internacionalmente quanto a  sua qualidade e os vinhos da categoria “easy-drinking”, não raro, apresentam muito boa relação entre custo e benefício, quando comparados com os seus similares fabricados em outros países.

115.  Com a tradição e influências adquiridas, através de mais de 350 anos, de várias colonizações européias e com a assimilação de métodos e procedimentos praticados por países do Novo Mundo, a vitivinicultura da África do Sul acabou por passar a produzir vinhos com uma característica que os classifica como “vinhos diferenciados”, por retratarem, ao mesmo tempo, o perfil mais sofisticado, delicado do Primeiro Mundo e o perfil mais arrojado, ousado do Novo Mundo.

116.  Essa característica de vinho diferenciado, mas que pode alcançar elevados padrões de qualidade, indiscutivelmente traz para o produto uma certa atração, decorrente do seu estilo singular. E isso, aliado aos preços dos vinhos sul-africanos, oferece possibilidades de marketing que podem ser aproveitadas para enfrentar os desafios da economia global.

117.  Na África do Sul, o processo, já bastante implementado, de renovação de vinhedos e de exploração de castas viníferas mais consentâneas com as preferências do mercado e o foco para privilegiar a qualidade continuam vivos e atuantes, criando perspectivas positivas de competitividade para o País.

118.  Hoje, uma entusiasmada legião de jovens vinicultores desenvolve sua herança, tirando vantagem de seu “terroir” para produzir vinhos vencedores em competições internacionais e exportando-os para mais de 80 países. Além disso, o País dispõe de um potencial de exploração de novas regiões vinícolas com “terroirs” característicos que podem, no futuro, propiciar agradáveis surpresas para a indústria de vinho.

119.  Alguns consideram que a indústria de vinhos da Região do Cabo está mais sujeita a modismos e novidades do que a de qualquer outra região vinícola no mundo. Sendo isto verdade ou não, é indiscutível que a vitivinicultura da África do Sul se desenvolveu enormemente nos últimos anos, especialmente para recuperar o tempo e o espaço perdidos na era do “apartheid”, passando a produzir Chardonnays, Sauvignons Blanc e modernas versões de Chenin Blanc de boa qualidade e, em especial, dando também um grande salto de qualidade na produção de tintos Cabernet Sauvignon, Shiraz e Pinotage, com destaque para os tintos “blend” do Cabo.

120.  Também cabe registrar que é frequentemente dito que as terras onde se encontram os vinhedos da Região do Cabo se situam  entre as de mais belo cenário no mundo. Por este motivo, o turismo do vinho é um dos setores em crescimento no País.

121.  Em resumo, a África do Sul conta com condições geográficas e climáticas favoráveis, com potencial de crescimento tecnológico e de exploração de novas regiões vinícolas, com a tradição vitivinícola adquirida ao longo de mais de 350 anos, com a assimilação dos progressos conseguidos por seus parceiros internacionais do Novo Mundo, com um grande mercado interno ainda a conquistar, com os estimulantes resultados obtidos em poucos anos após a era do “apartheid”, com um vinho classificado como diferenciado e tradutor das culturas dos Primeiro e Novo Mundos e com a necessidade de reposicionamento dos países produtores europeus para se ajustarem às novas condições do mercado em decorrência da última crise econômica.

122. Com isso, a África do Sul, desde que preservados o compromisso com a qualidade e o nível de preços dos seus produtos, tem ótimas condições, como já demonstraram outros países do Novo Mundo, de ser cada vez mais competitiva no mercado e de expandir sua participação relativa nas exportações de vinho, especialmente se conseguir mais penetração no mercado americano.

Principais Fontes Consultadas:

  • Wikipedia
  • Wine Institute (Califórnia)
  • Wines of South Africa (www.wosa.co.za)
  • Associação Brasileira de Sommeliers

♣  Agosto de 2011

♠ Wilson Moreira

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Wine Serving Temperature Guidelines

Wine Serving Temperature Guidelines

From the site wineintro.com we have the wine drinking and storage temperature guidelines. If you click in a specific varietal you are taken to the a page with a brief overview of that wine. Do not forget to click in your “Back” button if you want come back to Clubvino1 blog.

Notes Temp F Temp C
Warm Bath

100°

39°

68°

20°

Vintage Port

66°

19°

Bordeaux, Shiraz

64°

18°

Red BurgundyCabernet

63°

17°

RiojaPinot Noir

61°

16°

ChiantiZinfandel

59°

15°

Tawny/NV PortMadeira

57°

14°

Ideal storage for all wines

55°

13°

Beaujolais, rose

54°

12°

ViognierSauternes

52°

11°

50°

10°

Chardonnay

48°

Riesling

47°

Champagne

45°

Ice Wines

43°

Asti Spumanti

41°

39°

37°

Fridge Temperature

35°

33°

water freezes

32°

Freezer Temperature

-18°

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Programación de Degustaciones del Club del Vino Agosto a Diciembre 2011

Programación de Degustaciones del Club del Vino       Agosto a Diciembre 2011

Versión de 31 de Agosto de 2011

Degustación        Fecha                     Región Productora              Socios Encargados

124 Agosto 25 Sudáfrica •Wilson Moreira, •Cecilio-Augusto Berndsen, •Euro Alves, •Jaime Estupiñán, •Luis Carlos Danin Lobo (Lula)
125 Septiembre 29 Valle del Loire/ Cote du Rhone •Álvaro López, •Juan Luis Colaiacovo
126 Octubre 27 Grecia •Ricardo Zavaleta, •Rene Mesa, •Alfonso Caycedo
127 Noviembre 17 Burdeos  – Medoc,Graves,Sauternes, Saint Emilion, Pomerol •Miguel Segovia, •Mario Aguilar, •Carlos Paldao
128 Diciembre 12 Sicilia •Ítalo Mirkow, •Jairo Sánchez

Drinking Bachus, by Guido Reni, 1621

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A incrível degustação as cegas dos maiores vinhos de Bordeaux

A incrível degustação as cegas dos maiores vinhos de Bordeaux  (YouTube 2009)  inserção sugerida por Wilson Moreira:

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Reunión 123 – July 28 2011 – 12:30 Da Domenico Ristoranti Italiano

REUNIÓN No. 123

Julio 28 de 2011

This posting has 5 sections:
  1.  Participantes
  2.  Production Region, A. Sanchez
  3. Wines description, A. Sanchez e H. Benito
  4. Luncheon Menu, H. Benito
  5. Club Members Evaluation, H. Benito
 
 

1. Participantes

 
El Club del Vino sostuvo la reunión número 123 el día 28 de julio del 2011 en el restaurante Da Domenico con la presencia de los siguientes socios: Euro Aves, Hugo Benito, Emilio Bernal-Labrada, Cecilio Berndsen, Ruth Connolly, Luis Carlos Danin-Lobo, Álvaro López, Orlando Mason, Ítalo Mirkow, Wilson Moreira, María Victoria Rodríguez, Jorge Omar Rodriguez, Alfonso Sánchez, Jairo Sánchez, Ginger Smart, Germán Zincke.  Invitado de  Cecilio Berndsen: Marcelo Averburg. Total 17 participantes.


2.      La Región Productora de los Vinos de la Degustacion

Castilla/León  de España

Notas by Alfonso Sanchez      

 

La región de Castilla y León al centro norte de España es la más grande de las 17 regiones autónomas del país.  El viñedo (56.337 ha) ha crecido rápidamente gracias la aplicación de las más modernas técnicas de cultivo que han mejorado de modo notable los vinos castellanos y leoneses, y los ponen hoy en franca competencia de calidad con los de La Rioja. Las principales zonas vitivinícolas de la región son Ribera del Duero, Rueda, Toro, Bierzo, Arribes y Tierras de León.  La clientela inicial para los vinos de la región era selecta y adinerada, los nobles castellanos, los dignatarios eclesiásticos y los académicos de Salamanca.  Bierzo es más cercana y afín en sus vinos a Galicia.  Se cultivan allí las variedades Mencia (solo se encuentra allí y en la vecina Valdeorras) y Godello.  La demanda por sus vinos está en franco crecimiento.

La región de Rueda tuvo un gran desarrollo por la demanda de la nobleza castellana antes de la peste phylloxera en el siglo XIX.  Después de la peste se sembró mucha uva Palomino (para producción de vinos tipo jerez) que junto con la Verdejo, nativa de la región, son la base de la vitivinicultura actual.  La bodega Marqués de Riscal fue la que lanzó al mercado mundial los vinos blancos de Verdejo.  Esta es una uva cuyo mosto se oxida facialmente (aún durante el transporte desde el viñedo) y de baja producción.  Riscal encontró un método para prensarla en un ambiente de gas inerte para evitar el fenómeno.  Este es el vino bandera de Rueda pero se continúan produciendo vinos fortificados de buena calidad (Rueda Pálido seco y Rueda Dorado tipo oloroso) y espumantes tipo cava.

Ribera del Duero está situada a orillas del río del mismo nombre y cubre partes de las provincias de Burgos (75 por ciento de la extensión de cultivos), Segovia, Soria y Valladolid.  Es la DO más importante de Castilla y León.  La base de la moderna industria de vino se inició en 1846 con Bodega de Lecanda que en 1890 se convirtió en la famosa Vega Sicilia.  La región produce solo vinos tintos de gran cuerpo y estructura en su mayoría.  Hay cuatro clasificaciones: Tinto Joven embotellado casi sin añejamiento ni roble; Tinto Roble, añejado normalmente 6 meses en barrica; Tinto Crianza con 12 meses de añejamiento en barricas y al menos un año en la botella; Tinto Reserva, con 2 años en barril y dos en la botella y Tinto Gran reserva con dos años de barril y tres en la botella.  Se permiten como uvas la tempranillo, Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec y Garnacha.  Debido a los avatares del clima las cosechas son de calidad muy variable.  La del 2009 fue excelente y las del 2005 al 2008 muy buenas.

La Región de Toro ha abastecido a los enófilos de Salamanca desde 1215.  Sus vinos son rústicos, de alto contenido de alcohol (14%) como característica natural (maduración intensa en el verano que es seco y muy caliente).  La industria ha evolucionado rápidamente y en 1987 la región obtuvo su DO.  Los vinos requieren tener un 75 por ciento de Tinta del Toro (una variedad de Tempranillo) y son los vinos castellanos por antonomasia.

Los Suelos:  Son generalmente pizarras cubiertas por calizas pero bastante variables. Los que están cerca del río contienen más arcilla y arena (retienen más el calor del día) que dan vinos de más cuerpo los de las laderas tienen más caliza y yeso que dan una mayor acidez.

El Clima.   La morfología de Castilla y León está formada, en su mayor parte, por la Meseta y un cinturón de relieves montañosos. La Meseta es una altiplanicie, que tiene una altitud media cercana a los 800 m, está cubierta por materiales arcillosos depositados que han dado lugar a un paisaje seco y árido.

El clima es típicamente mediterráneo con veranos muy cálidos y noches muy frías lo que conduce aun maduración natural con acidez y mucha azúcar que a su vez resulta en altos contenidos de alcohol.  Debido a la barrera montañosa de Castilla y León, los vientos marítimos quedan frenados, deteniendo de ese modo las precipitaciones. Mientras que en el centro de la cuenca del Duero se registra una media anual de 450 mm, en las comarcas occidentales de los montes de León y la cordillera cantábrica las precipitaciones llegan a los 1.500 mm al año.  Debido a eso, las lluvias caen de una manera muy desigual en el territorio castellano y leonés.  La elevada altitud de la Meseta y sus montañas acentúa el contraste entre las temperaturas del invierno y el verano, así como las del día y la noche.

Las Variedades.  La uva predominante son variedades de la Tempranillo llamadas Tinta del País, Tinta Fina, Tinta Aragonesa y Tinta del Toro pero se cultivan en menor cantidad la Garnacha, la Cabernet Sauvignon y la Malvasía.  Entre las blancas están la Verdejo, la Palomino, la Viura y la Albillo.

3.         LOS VINOS

Presentados por Alphonso Sanchez y Hugo Benito

No.1 -Blanco-Palma Real Rueda Verdejo 2009-Precio $11.99   Alcohol  12.6 %

“Bright yellow color. Aromatic with nose of white flowers and a faint grassiness. Medium-bodied with instant grip and a sensation of grassiness (less strong than in Sauvignon); aromas of lechèe; a good texture and quite a long finish. Drinks well now but, if kept 4 or 5 years, will develop more complex nutty aromas.”

 

No.2 -Tinto-Vivir Vivir-Tempranillo 2008 – Ribera del Duero  Precio $13.00- Alcohol 13%

 “90 points from Robert Parker’s Wine Advocate: “The 2007 Vivir, Vivir is 100% Tempranillo sourced from 20- to 60-year-old vines in La Horra. It was aged for ten months in tank prior to bottling. Dark ruby-colored, it features racy aromatics of mineral, spice box, black cherry and blackberry. Silky on the palate with no hard edges, this tasty wine will provide pleasure over the next three years. These two wines from Bodegas J.C. Conde are sensational values from Ribera del Duero.” (02/09)”

 

No.3- Tinto – Finca Sobreño  Toro 2005  Precio $17.99  Alcohol  14.5%

100 percent Tinta de Toro from 30-year-old vines planted at very low density. The wine is aged in American oak for 7 months. Ruby opaque color with ripe red and black plum aromas. Ripe and lush in the mouth with delicious plum fruit and generous oak on the mid-palate and finishing with nice gripping tannins.” – International Wine Review (Jan. 2008), 89 pts

 

No.4- Tinto- Pesquera 2007- Ribera del Duero Precio  $28.99  Alcohol 14%

91 points from The international Wine Cellar: “Vivid ruby. Youthful, high-pitched aromas of red- and blackcurrant, cherry and fresh rose, with suggestions of baking spices and cured meat adding complexity. Juicy and precise, offering gently sweet red fruit flavors firmed by a zesty mineral spine. Finishes with strong cut and very good precision, repeating the floral note. Alejandro Fernandez told me that he harvested earlier than usual in this vintage, which explains this wine’s vivacity..”

91 points from The Wine Advocate: “The 2007 Crianza (the bottle I saw was labeled Tinto) is crimson-colored with an enticing nose of leather, Asian spices, incense, violets, and blackberry. Smooth-textured, ripe, and concentrated on the palate, it has the structure and balance to evolve for several years and will offer prime drinking from 2013 to 2022.”

 

4.  EL MENÚ

Entrada:                Calamari

Primer Plato         Lasagna o Forno

Segundo Plato:    A selecionar de:

Pork Chops   o   Pollo Parmegiana   o    Walnut Tilapia

Postre:  Sorpresa  


5.  Resultados de la degustación en la opinión de los socios:

Survey y computación preparada por Hugo Benito

El día 28 de julio/2011 hemos tenido la degustación 123 de nuestro Club del Vino en el restaurant Da Domenico. En esta oportunidad Alfonso Sánchez y Hugo Benito  presentaron  vinos de la región  de Castilla/León de España. Estuvieron presente 17 comensales (16 socios y un invitado) Se repartieron 17 formularios de evaluación y se recibieron 15.  Como es norma en el cálculo de los promedios no se consideraron los valores extremos.

Vino Numero 1 –  Palma Real- Rueda  Verdejo 2009.     Precio $11.99- Alcohol 12.6 %.  Calificaron este vino12 personas con un promedio de 87.8 puntos. Hubo una concentración de 6 personas entre  88 y 90  puntos con un promedio de 89 puntos Este vino tuvo muy buena aceptación: buen color amarillo intenso, citrus, final intenso y largo, muy agradable, ligero,  se asocia con frutos de  carozo (albaricoques, duraznos ciruelas).Excelente relación costo/beneficio.

Vino Numero 2 –  Vivir Vivir Tempranillo 2008- Ribera del Duero. Precio $13.00  Alcohol 13% .Calificaron este vino 12 personas con un promedio de 87.5 puntos. Hubo una concentración entre 88 y 89  (7 personas) con un promedio de 88.4.   Color purpura, berries,  acidez moderada, algo de azúcar, buen final. Poco cuerpo, suave, muy agradable, bien balanceado, taninos moderados, aroma ligeramente a cuero, aftertaste a  mora, ciruelas pasas.

Vino Numero  3 –  Finca Sobreño Toro – 100% Tinta de Toro-2005.  Precio $17.99- Alcohol14.5%. Calificaron este vino 13 personas con un promedio de 88.7 puntos. Hubo una concentración (6 personas)  en los 90 puntos.   Color rubí, fresas, cerezas  largo final, agradable al beber, balanceado los taninos, la acidez y el azúcar,  aftertaste largo y satisfactorio. Muy bueno vino.

Vino Número  4 – Tinto-Pesquera 2007– Tempranillo-Ribera del Duero.  Precio $28.99   – Alcohol 14%.  Calificaron este vino 11 personas con un promedio de 90.4 puntos… Cinco personas le dieron una calificación  91 puntos. Color rubí oscuro, aromas a chocolate, tabaco y cuero, complejo elegante,  bien estructurado, long finish,   balanceado, excelente.

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Favorite WEBSITES of Richard Berger – very interesting

Some of My Favorite Wine Websites

by Richard Berger  author of the DVD: Wine the Basics – A Comprehensive Guide to Wine for Beginners

You will have to copy some of the links and paste them on the address line of your favorite web browser. Not all links have been inserted.

(Of course, most of these pages have other links)

**Some Websites appear more than once…it’s

because I feel their different pages are important**

Fun and Informative – General Info

http://www.wineloverspage.com/

http://www.cs.utexas.edu/users/walter/wine/wines.html

http://www.twis.info/

http://www.grape-nutz.com/links.html

http://www.internetwineguide.com/index.htm

http://www.terroir-france.com/index.html

Tasting

http://www.theepicentre.com/Entertaining/tastewin.html

http://www.wineloverspage.com/taste/

http://www.terroir-france.com/wine/tasting.htm

http://wine.about.com/od/winebasic1/ht/winetasting.htm

http://www.bbr.com/US/wine-knowledge/faq-tasting.lml?ID=null

http://www.winecountrygetaways.com/taste.html

Reading the Label

http://www.epicurious.com/drinking/wine/label/

http://www.wineanswers.com/47.asp

http://www.germanwine.de/english/guide/germanwinelabels.htm

http://www.wineloverspage.com/wines/labels.shtml

http://www.civusa.com/consumerCenter/howToLabels.html

http://www.diwinetaste.com/dwt/en2004016.php

http://www.starchefs.com/wine/features/html/california_label/html/index.shtml

http://ewineplanet.com/label1.asp

http://www.googobits.com/articles/p0-22-how-to-decipher-a-wine-label.html

Vintage Charts

**NOTE: Check several. Vintage Charts can be somewhat opinion-driven**

Click to access VintageChart.pdf

http://wine-pages.com/vintage.shtml

http://wine-pages.com/vintold.shtml

http://www.wineontheweb.com/vintage/vintage.html

http://www.wineontheweb.com/vintage/112_years/112_years.html

http://www.winestore.com/bordeaux-chart.php

http://www.italianmade.com/wines/vintage.cfm

http://www.decanter.com/vintageguides/

http://www.cellarnotes.net/vintage_chart.htm

Pairing Wine and Food

** NOTE: Keep in mind that many opinions

about pairing wine and food are purely subjective**

http://www.inetours.com/PagesWT/Food_and_wine.html

http://www.chiff.com/wine/food-match.htm

http://gourmetsleuth.com/cpairing.htm

http://www.novusvinum.com/pairings/main.html

http://www.winecountrygetaways.com/pairing.html

http://www.drinkwine.com/wine_guide/pairing.html

http://www.rachaelraymag.com/content/23727/

http://www.evite.com/pages/party/wine-pairing.jsp

http://www.winewebcentral.com/winepairing/

Bordeaux

http://www.bordeaux.com/default.aspx?culture=en-US&country=US

http://www.wine-pages.com/regions/bordexp.htm

http://www.terroir-france.com/wine/bordeaux.htm

http://www.thewinedoctor.com/regionalguides/bordeaux.shtml

http://www.greatwinecapitals.com/bordeaux/index.html

http://www.castles-france.net/bordeaux-chateaux/

Burgundy

http://www.burgundywinecompany.com/home/

http://www.terroir-france.com/wine/bourgogne.htm

http://www.thewinedoctor.com/regionalguides/burgundypartone.shtml

http://wine-pages.com/regions/burgexp.htm

http://www.bourgogne-wines.com/

California

http://www.travelenvoy.com/wine/californiaAVA.htm

http://www.totalescape.com/tripez/califwine.html#map

http://carolyntillie_ultimate_california_wine_blog.typepad.com/

http://www.winefiles.org/

http://www.cawinemall.com/

http://www.californiawineandfood.com/

http://vinescape.com/vs/

Other/Different Varietals

http://www.wineonline.ie/winery/varietals.htm

http://www.winepros.org/wine101/grape_profiles/varietals.htm

http://www.pjwine.com/html/101varietals.html

http://www.wine-searcher.com/default.htm

http://www.answers.com/topic/list-of-grape-varieties

http://www.winespectator.com/Wine/Wine_Basics/Wine_Basics_Template/0,,1004,00.html

Other/Different Regions

http://www.wine.co.za/

http://www.germanwineusa.org/

http://www.winesofhungary.com/

http://www.germanwineinfo.co.uk/

http://www.oregonwineinfo.com/

http://www.jacobscreek.com/australian-wine/index.htm

http://www.winesofsicily.info/

http://www.annamariavolpi.com/wine_dictionary.html

http://www.bettertastingwine.com/italy.html

A Little More Advanced

http://www.wineint.com/home.asp

http://www.wineinstitute.org/

http://www.grapestomper.com/

http://erobertparker.com/info/edulinks.asp

Some Government Rules, Regs & Info

http://www.wineinstitute.org/industry/reflib/pub/fed/fedregister/ReserveNPRM.htm

http://vintners.net/wawine/misc/gov_tax.html

http://www.vinography.com/archives/2007/01/ingredients_and_arguments_gove.html

http://www.naa.gov.au/fSheets/FS26.html

http://www.dpiw.tas.gov.au/inter.nsf/WebPages/EGIL-5HU8LS?open

http://www.wd.gc.ca/mediacentre/2006/june27-01a_e.asp

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Reunión 122 – June 30 2011 12:330 PM – Da Domenico Ristorante Italiano

 

Pedro Turina y German Zincke present the wines of Chile in our meeting 122 June 30, 2011 

This post has five sections:

I. Participantes
II.  Menu, Wines and Information
III. Wines evaluation according the members opinion
IV. Activities
V. Production Region of the Wines Information

I.           Participantes:

El Club del Vino sostuvo la reunión número 122 el día 30 de junio del 2011 en el restaurante Da Domenico con la presencia de los siguientes socios: Mario Aguilar, Hugo Benito, Emilio Bernal-Labrada, Cecilio Berndsen,  Jorge Beruff, Alfonso Caycedo, Bolivar Cobos, Juan Luis Colaiacovo, Luis Carlos Danin-Lobo, Clara Estrada, Jaime Estupiñán, Albertina Frenkel, Álvaro López, Orlando Mason, René Meza, Ítalo Mirkow, Carlos Paldao, Alfonso Sánchez, Jairo Sánchez, Ricardo Zavaleta, Germán Zincke. Socio honorario Pedro Turina. Invitados Stahis Panagides, Miguel Segovia y María Victoria Rodríguez. Total 25 participantes.
_____________________________________________

II.  Menu, Wines and Information

De aperitivo degustamos un excelente (Wine #1) Veranda  Sauvignon  Blanc 2008 de la región del Valle del Bio Bio.

Entrada:       Cozze Napolitano: Fresh mussels with garlic, Italian parsley                                               and white wine sauce

Wine  #2: Falernia Carmenere 2005- Valle del Limari

Primer Plato:  Gnocchi- Homemade potato dumplings with fresh tomato,                                                Mozzarella cheese and Basil

Wine   #3: Porta Cabernet Sauvignon 2009,  Vale del Aconcagua

Plato Principal:   Selección de los siguientes platos

                    Scampi Montecristo: Grilled Filet of Salmon over sautéed spinach, or

                    Scaloppini de Vitello: Veal scaloppini with lemon caper and white wine sauce, or

                    Pollo O Cotoleta alla parmigiana: Chicken breast breaded and baked, topped with mozzarella cheese and marinara sauce, served with linguine.

Wine   #4:  MontGras Cabernet Sauvignon-Sirah 2008-Valle de Colchagua



Information on the wines:

1.      VERANDA SAUVIGNON BLANC                                    

The Bío Bío is the southernmost wine-producing valley in Chile. It has unique and distinctive characteristics for vine cultivation. It is situated 500 km. south of Santiago and 50 km. from the Pacific Ocean. It is noted for having a cold climate with moderate maximum temperature which allow the grapes to mature slowly. It also has the perfect conditions to obtain highly aromatic berries, which are perfectly balanced with natural acidity. These conditions allows the wines to express their unique freshness and intense fruity aromas and elegance

Assessments

88 points, Wine Spectator, Web only 2009    Nice sweet pea, mâche and lime flavors on a light but persistent frame. Fresh, lingering finish. Drink now.

90 points, Stephen Tanzer’s International Wine Cellar, Mar/Apr 2009  Pale straw. Sexy, strikingly precise aromas of tangerine, flowers, wet stone and pungent herbs. Racy citrus and orchard fruit flavors are complemented by deeper floral honey and anise qualities, picking up a dusty talc note on the back end. Blends depth with vivacity, and finishes with excellent cut and persistence. This is a superb value.

90 points, Robert Parker’s The Wine Advocate, April, 2009    The 2008 Sauvignon Blanc Miraflores Single Vineyard has an excellent nose of fresh herbs, passion fruit, and citrus. Vibrant, lively, and intensely flavored, it will drink well over the next 12–18 months.

Cost  $ 14.99 at   Total Wine, Landmark, Virginia

2.  FALERNIA CARMENERE RESERVA

Varietal: Carmenere Late Harvested

Appellation: D. O. Limarí Valley

Alchool Content: 15%

Availability: Traditional cork

WINEMAKING:  Grapes from vineyards located in the Vicuña area called “Rio” and “Pedregal” have been hand-picked very late (beginning of June) after 2 more months on the vines in order to get better concentration. Grapes were partially dried. Fermentation took place in stainless steel tanks with pistons to have extraction of soft tannins, colour and aromas from over ripe fruits. Aging in Premium American oak for 6/8 months (60%).

TASTING NOTES:  Deep in colour, green pepper,chocolate and vanilla notes on the nose, rich with ripe tannins and spicy aroma on the palate. Great with cheese or red meats.

FOOD MATCH:  Best at 18ºC with meat and mature cheeses.

Awards  in 2011

  • USA Stephen Tanzer’s Blog   88/100
  • USA Wine Spectator  88/100
  • USA    erobertparker.com by Jay Miller  90/100
  • UK Tim Atkin’s Blog 94/100

Award received in 2010

  • Canada  Selections Mundial du Vins, Canada – May Gold

Cost:  $ 12.59 at Oakton Wine Shop, 2952 A Chain Bridge Rd

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3.     PORTA Cabernet Sauvignon 2009 Gran Reserva                              Aconcagua  Valley


ACONCAGUA VALLEY

This valley is located 110 km. North of Santiago. It is a transversal valley, surrounded by hills that follows the course of the Aconcagua River and is characterized for having a Mediterranean climate of great thermic amplitude, dry and with yearly rain of approximately 300mm.

WINEMAKING

The wine is fermented in stainless steel tanks between 26 and 31o C, being subdued afterwards to the usual stirring of their sediments for the extraction of color and aromas.  Later it was macerated with its skin for 15 days. 80% of it was aged in French oak for at least 6 months, and  the other 20% in steel, with which the wine acquired its refreshing and fruity character.

TASTING NOTES

This wine has a very bright ruby red color. You can notice interesting red and black fruit aromas. In the nose, touches of spices and mint rise up and at the palate it is very delicate and elegant. It has ripe tannins, good structure and a long finish.

SUGGESTIONS:  It is recommended to accompany cheese, pastas and meats. Serve between 16o and 18oC.

Analysis

  • Alcohol: 13,8
  • Acidity: 3,3 g/l    pH: 3,58
  • Residual Sugar: 2,7 g/l

Wine Advocate 90 points  

Cost  $ 14.99 at   Total Wine, Landmark, Virginia

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4.   MONT GRAS 2008 CABERNET SAUVIGNON – SYRAH

Awards & Ratings

  • Silver Medal (International Wine Challenge, May 2009, U.K.)
  • Silver Medal (Decanter World Wine Awards, May 2009, U.K.)

 Description

Appearance:  Deep ruby red with purple notes.

Aromas:   Layers of clove and black olives framed by black berries and cedar.

Flavours:   Rich and ripe tannins give structure to this wine full of notes of black fruit and cedar. A firm, focused and powerful wine but with an elegant texture and a long pleasant finish.

Varietal Composition: 60% Cabernet Sauvignon – 40% Syrah

Appellation: Colchagua  Valley    Vineyards: MontGras, San José Estate

Trellis System:  Lyre and vertical shoot positioning

Soil Type:   Clay         Age of Vines:   16 years

 Vinification Process: 

Harvest Date: The Syrah was hand-picked on April 17th and the Cabernet Sauvignon on April 30th, 2008.

Cold Soaking: 3 days.                      Yeast: PDM

Fermentation Temperature: Between 28o and 31o C. / 82o and 88o F

Pump-Overs: 3 per day, 2 minutes per ton.   Total Skin Contact: 21 days

Ageing Process:                Wine Blend in Oak : 50%

Time in Oak: 9 months   Type of Oak : 40% American, 60% French.

Age of Oak: 25% new.         Ageing Potential: 5 years   

Analysis:  Alcohol: 14.0 %                        Residual Sugar: 3.7 gr/lt                             Total Acidity: 5,32 gr/lt (as tartaric acid)   pH : 3.49

Cases Produced: 18,000

AWARDS :    Reserva 2009 Robert Parker  90 points  October 2010

Cost   $  9.99   at  Costco Arlington, Virginia

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III.  Evaluación hecha por los socios presentes

Por Hugo Benito, Secretario del Club del Vino

Se repartieron 25 formularios y se recibieron 22 respuestas. En el cálculo de los promedios de calificación de los vinos se descartaron los valores muy extremos.

 Vino Número 1 – Veranda Sauvignon Blanc 2008- Valle del Bio Bio. Alcohol 13.5 % – Precio $14.99.Caliicaron este vino 20 personas con un promedio de 87.2 puntos. Hubo una concentración entre 89 y 90 puntos (9 personas) con un valor medio de 89.6 puntos. Hubo consenso en que se trató de un vino color amarillo, muy frutal, membrillo, pera, cítricos, poca acidez para un sauvignon blanc, equilibrado y agradable al paladar.

Vino Número 2 – Falernia Cabernet Sauvignon Reserva 2007.-Valle del Rio Limari. Alcohol 15.0% Precio $12.59. Califican ese vino 21 personas con un promedio de 87.6 puntos. Hubo una concentración entre 89 y 90 (9 per) con un valor medio de 89.6 .Rojo violáceo, (cerezas) frutas negras, chocolate, Buen Vino, suave, redondo, balanceado, algo de azúcar, buen final.

Vino Número 3 – Porta Cabernet Sauvignon 2009- Gran Reserva – Valle del Aconcagua. Alcohol 13.8% Precio $14.99. Wine Advocate 90 puntos. Calificaron este vino 21 personas con un promedio de 86.7 puntos. Hubo una concentración entre 85 y 90 puntos (17 personas) con un promedio de 87.2 puntos… Rojo violáceo a rubí intenso, frutal, ciruelas moras más taninos, joven, equilibrado, se siente el alcohol.

Vino Número 4 – Mont Gras 2008- Cabernet Sauvignon 60 %, Syrah 40 %-Alcohol 14% Precio $9.99- Robert Parker 90 puntos. Evaluaron este vino 20 personas con un promedio de 87.8 puntos. Hubo una concentración entre 88 y 90 puntos (13 personas) con un promedio de 88.6. Color rubí profundo con notas purpuras, aromático, muy frutal, ciruelas, duraznos, chocolate. Taninos suaves, balaceado muy joven, se nota el alcohol.

III.      Actividades

 por German Zincke

Se realizó un actividad especial en esta ocasión consistente en presentar un vino misterioso de Chile. Se pidió a los asistentes adivinar qué tipo de vino era (Cabernet Sauvignon, Merlot o Carmenere), de que año (2007, 2008 o 2009) y de que viña   (Concha y Toro, Cousiño-Macul o Casa Lapostol).

Las permutaciones estadísticas señalaban que uno de cada 27 respuestas podría tener la respuesta correcta. Ninguno acertó. Seis asistentes respondieron 2 de las 3 preguntas correctamente, de modo que se realizó un sorteo siendo el ganador Alfonso Sánchez.

 Se celebraron los cumpleaños de los socios René Meza (1 de junio, ausente), Luis Carlos Danin-Lobo (2 junio), Alfonso Sánchez (7 junio) y Miguel Segovia (27 junio).

Los organizadores entregaron mini botellas de vino italiano a los cumpleañeros.

Los organizadores de esta reunión entregaron a Betty, coordinadora de los almuerzos del restaurant, un obsequio en agradecimiento por su por su entusiasta colaboración para la organización del menú de la reunión.

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IV.  Las Regiones Productoras de los Vinos

por Alfonso Sanchez

VALLE DEL BIO BIO

El valle del Bio Bio situado a unos 500 Km al sur de Santiago, es una de las regiones vitivinícolas de clima frío más nuevas de Chile.  Está a 37º de latitud sur que es la misma de las regiones de Patagonia en Argentina y de Central Otango en Nueva Zelanda.  O sea en el límite para producción de uva.

Suelos.  De origen aluvial y volcánico, los suelos son rocosos en una mezcla de arena y arcilla lo que induce uvas de gran concentración y mineralidad.

Clima.  Las lluvias se concentran en abril y mayo (1200mm) y los veranos son cálidos y cortos por lo que al tiempo de cosechar el clima es ya bastante frío.  Estas condiciones de clima mediterráneo del valle permiten una maduración lenta de las uvas y el desarrollo de fragancias intensas.

La Variedades.  Tradicionalmente Bio Bio ha producido uvas de mesa de las variedades Uva País y Moscatel de Alejandría en gran cantidad.  Pero las condiciones climáticas son muy buenas para la Sauvignon Blanc, la Pinot Noir, la Riesling y la Chardonnay.

VALLE DEL LIMARÍ

Esta sub-región es parte junto con Elqui de la Región de Coquimbo y está situada 600 km al norte de Santiago y a unos 20 km de la costa pacífica.  Es la región vitivinícola más nueva de Chile.  Históricamente fue productora de uvas de mesa y de Pisco.  Los primeros vinos de calidad se empezaron a producir en los 90s.  La región está a 30 grados de latitud sur, lo que la hace muy cercana al trópico y por lo tanto es casi lo opuesto a Bio Bio, osea muy al norte, en el límite  para producción de uvas de calidad.  En 1995 había 230 acres de viñedos y hoy hay más de 4000.  Concha y Toro, San Pedro y Santa Rita han hecho importantes inversiones en la zona en vista de su importante potencial.

Suelos.  Los suelos son calcáreos  como resultado de la elevación tectónica de antiguos lagos (una rareza en Chile) cubiertos por aluviones de grava y arcilla del río Limarí.  O sea que hay buen drenaje.  Además la pobreza del suelo hace que las parras concentren su vigor en la fruta y no en las hojas.  Adicionalmente hay suficiente variación en suelos y microclimas para adaptar variedades de uvas.

Clima.  Extremadamente árido, cálido y seco.  Muy cerca del desierto de Atacama (el más seco del mundo).  No hay lluvias por 9 ó 10 meses, así que se utiliza riego por goteo para el cultivo pero las brisas frías de Pacífico hacen el clima muy propicio para los viñedos y las variaciones de temperatura entre el día y la noche son amplias lo que resulta en vinos de aromas y sabor concentrados.

Las Variedades.  Las uvas predominantes son la Chardonnay y Syrah.

 

VALLE DE COLCHAGUA

Es una de las dos zonas de la región vitivinícola del valle del Rapel (la otra es Cachapoal) localizada a unos 120 Km al suroeste de Santiago.  Es una franja de aproximadamente 110 Km de largo por 35 de ancho a lo largo del rio Tinguiririca desde el piedemonte de los Andes hasta el océano Pacífico.  El rio es la fuente de riego para esta zona que es muy árida en sí misma.

Los Suelos:  Los suelos son sedimentarios con limos y arcillas mezclados con suelos residuales volcánicos de los Andes.  Estos combinados con el clima de la región ofrecen condiciones ideales para vinos de alta calidad.

Clima:  La temperatura del valle es homogénea debido a la nubosidad casi permanente en la costa pero las brisas frescas del Pacífico producen noches frías que contratan con días calurosos en el verano lo que permite a la uva madurar en el día y descansar en las noches.  Este régimen conserva la acidez  y concentra los colores y sabores de las variedades tintas.

Las Variedades:  Hay cerca de 50.000 acres de viñedos en el valle.  Las variedades predominantes son Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Frac, Malbec y Syrah y algunas extensiones plantadas en Chardonnay, Semillon y Sauvignon Blanc.

VALLE DEL ACONCAGUA

La región está a unos 100 Km al norte de Santiago y se extiende por unos 100Km desde el pie de monte del Aconcagua hasta el Pacífico a lo largo del río del mismo nombre.  La topografía y suelos y clima son muy similares a los del valle de Colchagua.  Sin embargo tiempo atrás no se consideraba pata para el cultivo de la vid.  Fue Don Maximiano Errázuriz quien inició los cultivos ante la incredulidad de muchos.  Posteriormente se han asentado otros productores de buena reputación.

Los Suelos:  Son de tipo aluvial arcillo-limosos con suelos residuales de origen volcánico.

Clima:  El Clima es muy similar al de las otras regiones del valle central en donde los veranos cálidos acompañados de las noches frescas influenciadas por las brisas frías del Pacífico producen las condiciones ideales para la maduración de la uva sin perder su acidez, lo que produce vinos de gran balance y versatilidad.

Las Variedades:  Cabernet Sauvignon, Merlot, Carmenere, Syrah, y Chardonnay son la variedades más cultivada en la zona.

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Reunion 121 – Mayo de 2011 – Resumen

Club del Vino

Reunión 121 – 26 de mayo de 2011 – Resumen

por Germen Zincke

I. Participantes:

El Club del Vino sostuvo la reunión número 121 el día 26 de mayo del 2011 en el restaurante Da Domenico con la presencia de los siguientes socios: Mario
Aguilar, Hugo Benito, Emilio Bernal-Labrada, Cecilio-Augusto Berndsen,  Jorge Beruff, Alfonso Caycedo, Bolivar Cobos, Juan Luis Colaiacovo, Luis Carlos Danin-Lobo, Clara Estrada, Jaime Estupiñán, Albertina Frenkel, Álvaro López, Orlando Mason, René Meza, Ítalo Mirkow, Carlos Paldao, Alfonso Sánchez, Jairo Sánchez, Ricardo Zavaleta, Germán Zincke. Socio honorario Pedro Turina. Invitados Stahis Panagides, Miguel Segovia y María Victoria Rodríguez. Total 25 participantes.

II.   Selección de Vinos:

En esa oportunidad se degustaron vinos de  Alemania, Alsacia-Francia y Austria.  Los socios Albertina Frenkel, Mario Aguilar y Carlos Paldao seleccionaron y presentaron los vinos.

N°

Nombre del vino

Año

Alcohol

Precio

1

Arthur Metz Cremant ‘Alsace Cuvee Speciale
1904-Espumante de Alsacia. Total Wine

12.5

$20.00

2

Peter  Jacob Khun 2008-Riesling Jacobus,Trocken PradiKats Rheingau-Alemania.  MacArthur Liquor

2008

12.0

$18.00

3

Trimbach, Riesling De Alsacia- Francia.  Super Fresh.

2007

12.5

$12.00

4

Grumer Vertliner de Edwald Gruber. MacArthur Liquor

2009

12.0

$13.00

5

Trimbach 2007 Gewurztraminer Alsacia – Francia. Super Fresh.

2007

 

$12.00

♠    PRIMER VINO: ARTHUR METTZ CREMANT  d’ALSACE CUVEE SPECIALE 1904
 
Tipo: Espumante

Variedad: Corte (Blend).  Brut

País: France

Región: Alsacia, Francia

Información: Los viñedos alsacianos del que provienen las uvas del
Crémant d’Alsace son de los más antiguos de Francia. Gregorio de Tours elogia estos viñedos en el año 589 AC.  Estos vinos tienen alrededor de 12% de alcohol. Para su elaboración se usa el método tradicional (fermentación en botella). Este método idéntico al del champán, le aporta su delicada efervescencia. El Crémant d’Alsace se conserva mucho más tiempo que el champán (5 años como máximo). Es el líder incontestado del vino espumoso francés, después del champán. En su mayor parte se hace con uvas Pinot Blanc, pero también puede contener Pinot gris, Riesling, Pinot Noir y  Chardonnay. Lo posesión de la región de Alsacia desde la Edad Media ha sido
motivo de conflictos bélicos hasta la segunda guerra mundial.

Apelación: Crémant d’Alsace (AOC)

Bodegas: Arthur Metz,
(http://boutique.arthurmetz.fr/produit.php?ref=370001&PHPSESSID=65010bcd80db4e230611160a51989d4d)

Wine Decanter: World Wine Awards 2009 http://www.decanter.com/dwwa/2009/dwwa_search.php?qsearch=aotp

Descripción: amarillo pálido con reflejos verdosos en los  bordes, seco, loral, frutal y de cuerpo medio.”Filled with notes of tree fruits and White flowers accented by hints of
Spice coast, carried by a Rich creamy mousse of fine bubles.

Tenor alcohólico: 12.5%

Maridaje: beberlo frío (7°C, pero no helado) como aperitivos, o acompañando pescados, aves y frutos de mar, quesos fuertes y soufflé(s)

Almacenamiento: beber ahora o dentro de los cinco años

Precio: $19.99, Total Wine

 ♥    SEGUNDO VINO: 2009, RIESLING JACOBUS, TROCKEN, PRADIKATS WEIN

 Jacobus Trocken

TIPO: Blanco

VARIEDAD: 100%  Riesling.

ORIGEN: Costas del Rin

PAIS: Alemania

REGION: Rheingau

DESIGNACION: Seco (TROCKEN).  Máximo de azúcar permitido 4 g por litro.   PREDICATSWEIN, designación otorgada a los vinos de alta calidad provenientes de una de las 13 regiones productoras de vino autorizadas. El nombre JACOBUS le  fue dado en honor al propietario original.

TERROIR:   El clima no presenta variaciones térmicas extremas. La proximidad del Rin  propicia temperaturas templadas. Los viñedos están plantados a una altura de 70 m en  laderas orientadas hacia el sur a lo largo del Rin y están protegidos de los vientos fríos del norte por las montañas Taunus.  Los suelos son variados con  pizarra azul, arcilla y cuarcita gris y roja.

BODEGA: PETER JOHN KHUN.  La bodega ha pertenecido a la misma familia
por once generaciones. Desde 2004 está certificada como orgánica.

PONDERACION: 88 puntos. (MacArthur Liquor Store)

DESCRIPCION: Color amarillo brillante. Frutal y  aromático con dejos de manzanas verdes, duraznos, cítricos y hierba fresca. En boca es liviano, fresco y con una acidez fuerte pero agradable.

TENOR ALCOHOLICO: 12%

MARIDAJE: El Riesling es un vino versátil en cuanto al  maridaje por su balance de azúcar y acidez. Puede servirse con pescados blancos, mariscos (tipo mejillones o almejas
en salsas blancas suaves) cerdo, y es uno de los pocos vinos que puede combinar  fácilmente con sabores aromáticos y picantes característicos de la comida Thai  o China.

ALMACENAMIENTO: 5-15 años para los Riesling secos;  10-20 para los semidulces y 10-30 para los dulces.

PRECIO: 17.99   (MacArthur Liquor Store)

♦   TERCER VINO: TRIMBACH – RIESLING 2008

Vino blanco producido en Alsacia, Francia de uva 100%
Riesling.  La familia Trimbach ha estado haciendo distinguidos vinos en Alsacia desde el siglo 17.  La compañía se especializa en Riesling, la mayoría de estilo seco, aunque también produce vinos dulces para postre “late-harvest” y  “noble-rot”.

Contenido de alcohol en volumen:12.5%

Evaluación de Expertos:  90   Wine Spectator

Otras evaluaciones: 5 glasses; Aftenposten, Norway, May the 29th 2010.

Precio promedio: alrededor de 20.00

Precio pagado: 11.99 más impuesto, en Súper Fresh

Notas e  información de Wine.com: Hermoso color amarillo, verdoso en los bordes, requerirá  aun unos pocos meses para revelar completamente su potencial, y después  envejecerá graciosamente por unos pocos años. Junto con desarrollar su aroma
ofrece bores minerales asociados con buena madurez y acidez.  Este 2008 Riesling tiene un final limpio,  seco y definido.  Presenta sabores de fruta madura en el paladar: durazno blanco, membrillo, pomelo y limón combinados con agradable acidez en el final, todo lo cual asegura un potencial de buen envejecimiento. “Hay una agradable sensación salobre en este vino con sabores escondidos de manzana Gala, pomelo, piedra y una pisca de gasolina. La estructura clara y bien definida por la firme acidez  está bien entrelazada  con elegancia. Bébase entre ahora y el 2020.”

Notas de PJ Wine: La uva Riesling podría ser la uva más malentendida del
planeta, atacada por una constante retórica de ser demasiado dulce o con
niveles de dulzura demasiado difíciles de apreciar. El Trimbach’s 2008 acierta
con un nivel de no-dulzura, tiene formidable sabor a cítricos y manzanas que,
sin embargo, deja un ligero y elegante sabor seco  en la boca que constituye un tributo a la
gran versatilidad de esta uva. (Traducción libre) – PJ

 

♣     CUARTO VINO: GREEN PEPP 2009 – EWALD GRUBER – GRUNER
VELTLINER

Ewald GruberVino blanco, producido en Austria por Weingut Ewald
Gruber de 100% uva Gruner Veltliner.

Región: Niederosterreich; Sub region Weinviertel

Contenido de alcohol en volumen: 12 %.

Evaluación de Expertos:  90 Wine Spectator

Otras evaluaciones: 88 – 89

Precio promedio: alrededor 20.00

Precio pagado: 12.99 más impuesto.

Notas e información de Snooth:  La emergencia de la  uva Grüner Veltliner, de Austria, constituye una de las más recientes adiciones a las cepas icónicas del mundo.   Está asociada casi exclusivamente con Austria donde se cultiva ampliamente,  aunque ha sido inevitable que comparta cierta nomenclatura con los vinos producidos en Alemania. Puede esperarse un vino fresco, brillante, ligeramente vegetal, con aromas levemente a verde y ciertos toques florales y pimienta, con énfasis en futas del bosque.  Grüner Veltliner es la uva que más se planta en Austria y que representa 1/3 de la producción de vino del país. Aunque el origen exacto de esta uva no se conoce, información sobre su  existencia data de los tiempos romanos. Uno de sus progenitores, la uva  traminer, es conocido; el otro, es desconocido. Aunque la uva Gruener Veltliner es originaria de Austria, ahora se la cultiva
en diversas regiones del mundo, incluyendo Nueva Zelanda y Oregón. El cultivo de la uva Gruener Veltliner es extremadamente sensible al terruño, donde se identifica dramáticamente con el suelo y las características de cada  región. Típicamente, se reconoce la uva Gruener Veltliner por su alta acidez plena de sabores a pimienta blanca, manzanas verdes y ligeras características cítricas. 

◊     QUINTO VINO: TRIMBACH – GEWURZTRAMINER 2007

Vino Blanco, producido in Alsacia, France

Evaluación de Expertos: 87 Stephen Tanzer; 88 Robert Parker; 89 Wine Spectator

Evaluaciones personales: cinco estrellas

Precio promedio: alrededor de  $20.00

Precio pagado: 11.99 más impuesto en Súper Fresh

Notas e información de  Wine.com: El Trimbach Gewurztraminer es un vino seco, de corte clásico, que no pierde ninguno de los méritos exóticos ni sabores a especias de la uva Gewurztraminer.  Puede representar el maridaje perfecto para comidas picantes como las de Asia y Tailandia, o puede acompañase muy bien con quesos fuertes como Munster y  Roquefort, etc. Podrá resultar muy agradable a los entusiastas de vinos aromáticos y dulces.

David Schildknecht  (Wine Advocate):La “clásica botella de Trimbach’s 2007 Gewurztraminer contiene un vino perfumado, con aromas de a arvejas dulces, canela, nuez moscada, lichis semilla de apio, albahaca tailandesa, pétalo de rosa. Estas características florales y herbáceas emergen en una agradabilísima prominencia para el paladar. Se puede planear degustarlo  durante los próximos 3-4 años.

Stephen Tanzer’s International Wine Cellar:  Bueno, amarillo pálido brillante. Aromas altamente expresivos, a canela, nuez moscada, lichis y carne seca. Sabor redondeado, Mauro y puro, con notable dulzor de frutas. Ofrece encantador carter varietal y balanceada acidez. No es especialmente complejo o largo, pero termina sin sabores amargos a fenol o gasolina, lo cual es poco usual e para un Gewurztraminer básico.  Representará un buen ingreso ya que Trimbach produjo cerca de 140,000 botellas.

 III.      Comentarios de los Socios

Recolección y tabulación por Hugo Benito

Se  repartieron 25 formularios de evaluación y se  obtuvieron18 respuestas. En esta oportunidad hubo una considerable amplitud en la valoración de algunos de  los vinos,  lo que se explicaría por el hecho de que la mayor parte de las personas prefiere los vinos rojos (tintos) mientras que los blancos se beben más espaciadamente. Se valorizan más los  vinos tintos que los blancos, excepto los espumantes.

Para calcular los valores medios se descartaron algunos valores muy extremos.

Vino  1– Arthur Metz   Cremant D’Alsace Cuvee Speciale 1904-Espumante de Alsacia. Calificaron este vino 17 personas con un promedio de  86.1 puntos. Hubo una fuerte dispersión pero 5 personas le dieron 88 puntos.  Color amarillo claro, buen sabor y aroma  no mucha burbuja, frutas cítricas, hierbas especias, seco, redondo en boca buen final. Muy caro para la calidad del vino.

Vino 2- Peter Jacob Khun 2008-Riesling Jacobus, Trocken PradiKats Rheingau-Germany.  Calificaron este vino 17 personas con un promedio  de 87.8 puntos.  Hubo una concentración entre 87 y 89 puntos (11 personas) con un promedio de 88.3.  Color amarillo claro medio anaranjado, aromas a hierbas, mineral y cítricos, salobre, balanceado, fresco buen final.

Vino  3 – Trimbach, Riesling De Alsacia- Francia. Calificaron este vino 17 personas con un promedio de 87.6 puntos. En este  caso la dispersión fue muy amplia pero 5 personas
coincidieron en los  88 puntos.    Buen color amarillo pálido, aromático, frutas secas, flores, seco, frutal, algunos lo encontraron algo abocado (dulzón).

Vino  4 – Grumer Vertliner de Edwald Gruber 2009- Austria. Calificaron este vino 16
personas con un promedio de 88.4 puntos. Hubo una concentración entre 88 y 90
(8 personas) con un  promedio de 88.6, similar al promedio general.

Buen color, amarillo pálido, aroma excelente a pimentón  y vainilla, acidez marcada, frutos cítricos, especias, liviano, redondo en boca, final algo amargo.

Vino  5 – Trimbach 2007 Gewurztraminer Alsacia –Francia. Calificaron este vino 15 personas con un promedio de 89.1 puntos. Hubo una  concentración entre 87 y
90   puntos (11 personas)  con un promedio de 88.7 puntos. Color amarillo denso, aromas intensos a flores y frutas, buena terminación,
sabor a fresas y duraznos, balanceado.

 

 IV.  Acuerdos Adoptados

 Se  acogió la propuesta que considera la realización de una prueba ciega para la
reunión del mes de junio en la que se degustarán vinos de Chile. Se presentarían
diferentes vinos tintos y los ganadores tendrían “fabulosos premios”.

 

V.  Actividades

–La socia Leonor Barreto cumplió años el 26 de mayo.
–Se distribuyó por Internet el resumen de la reunión 120 (abril 2011) que
correspondió al décimo aniversario del Club.
–Se realizó un homenaje al socio Jorge Beruff por su significativa contribución a la constitución del Club. Además, se felicitó a  Luis Carlos Danin-Lobo por su entusiasmo por
participar en el Club.

ANEXO  –

Regiones Productoras de Los Vinos

por Alfonso Sánchez 

Alsacia

AlsaciaSituada al norte de Francia entre Estrasburgo y Mulhouse, limitada por los montes Vosgos al oeste y el Rhin al este que lo separa de Alemana es una región vinícola que se extiende unos 120 Km de largo por 1 a 5 Km de ancho a la orilla oeste del Rhin.  Está tan al norte como los viñedos lo pueden estar para asegurar su maduración, solo Champaña está más al norte y a una altitud entre 200 y 450m sobre el nivel del mar.  Tiene, unas 15.000 Ha, que producen cerca de 1.200.000 Hl al año la inmensa mayoría blancos.

La historia  de Alsacia es muy tormentosa debido a su pertenencia a Francia pero su
influencia y ocupación militar por Alemania en el pasado.  Su situación en una zona fronteriza ha provocado una gran inestabilidad que durante los siglos XIX y XX ha no ha
permitido que Alsacia haya cohesionado su fama como lo han hecho Burdeos o
Borgoña.  Por este motivo no es hasta 1945 cuando se organiza el sistema de clasificación de los vinos y las AOC de  Alsacia.

Alsacia produce vinos alemanes según el método francés, si los vinos alemanes son
famosos por sus aromas florales, a los Alsacianos hay que sumarles su cuerpo
que los hace el compañero ideal para la cocina francesa.  Sin embargo, mientras los alemanes buscan el  equilibrio natural entre el azúcar y la acidez de la uva (vinos más livianos), los alsacianos prefieren fermentar todo el azúcar, muy elevado por las
condiciones climáticas, para así concentrar todas las esencias de los tipos de
uva.  La filosofía ha sido producir vinos muy secos.  El énfasis de los vinos es en
la fruta y no en la medra.  Los barriles casi no se usan y los que se usan generalmente son viejos lo que no imparte mucho sabor a roble.

Los vinos se elaboran principalmente con variedades de uva aromáticas y por lo tanto
tienen esa característica, son aromáticos, florales y especiados. Puesto que rara vez tienen aromas a barril de roble, tienden a tener un carácter varietalmente muy puro.  Tradicionalmente, todos los vinos de Alsacia eran secos (lo que en el pasado los diferenció de los vinos alemanes que se hacían con las mismas variedades de uva), pero la ambición de producir vinos con un carácter más intenso y frutal ha llevado a algunos productores a elaborar vinos que contienen algo de azúcar residual. Algunas veces les agregan azúcar (permitido en Francia) para aumentar el contenido de alcohol.

No hay ninguna etiqueta oficial que diferencie completamente los vinos secos de los
semisecos puede llevar a confusión al consumidor.  Es más usual encontrar azúcar residual en los  vinos gewürztraminer y pinot gris, que alcanzan un mayor grado de contenido de
azúcar al madurar, que en el riesling, muscat o sylvaner.  En los últimos años los vinos alsacianos muestran una tendencia a ser menos secos y a tener más azúcar residual y los
alemanes a ser más secos que antes.  Hay una tendencia a la convergencia.

Recientemente tanto las especialidades dulces como las vendimias tardías, “Vendange Tardive”, y las selecciones de granos nobles “Sélection de grains Nobles” han  experimentado un renacimiento notable. Estos dos vinos poseen, según los expertos, el sabor más exótico del mundo. También lo ha hecho el Crémant d’Alsace, un extraordinario vino espumoso.  Se dice que el Gewürztraminer de cosecha tardía tiene tal vez el buqué más exótico del mundo.

Los Suelos

La extraordinaria variedad de sus suelos (más de 20 variedades), que van desde las
calizas y las margas hasta las rocas graníticas, las areniscas, suelos  volcánicos residuales y los limos, contribuye a hacer de Alsacia una región vinícola muy especial original.  El arte
ha sido identificar la uva que mejor se adapta a cada suelo, lo que los alsacianos han logrado con éxito.  Generalmente los suelos más arcillosos dan vinos con más cuerpo y gama de sabores más amplia.  Los suelos calcáreos y pizarrosos tienden a dar vinos con más mineralidad y más livianos.

El Clima

Tiene una estación fría prolongada y los viñedos plantados en laderas que miran al
sureste para aprovechar el sol al máximo y producir un maduración lenta.  La región está protegida contra de los vientos fríos y húmedos del noroeste por los Vosgos, con una orientación hacia el sureste.  Por ello estos viñedos gozan de uno de los climas más secos de Francia y de un otoño particularmente soleado.  Los inviernos son muy fríos y los  veranos secos y calientes.  Las uvas, aunque con un clima frío, consiguen madurar y producen algunos de los vinos más exóticos de Europa.  Las lluvias son las más bajas
de Francia sin exceder los 500mm.

Las Variedades

La Mayor parte de las uvas utilizadas en Alsacia no se encuentran en ninguna otra zona vinícola de Francia solamente la Pinot Gris y la Pinot Noir están presentes en otras vinícolas de Francia.

BLANCAS:   Los vinos blancos usan principalmente riesling, silvaner y gewürztraminer; otras cepas blancas son muscat, pinot blanc, chasselas y pinot gris. El pinot
gris producido en Alsacia durante mucho tiempo fue llamado Tokay, habiendo una
«AOC Alsace Tokay» pero no se asemeja al vino húngaro del mismo nombre. Desde
1997 la mención Tokay no puede aparecer más sola sobre la etiqueta, sino que
obligatoriamente debía acompañarla la mención Pinot Gris y desde el 1º de abril
de 2007 dejó totalmente el lugar al nombre de la variedad francesa.

RIESLING.  Las cepas de uva Riesling considerada la más noble uva blanca del mundo, ocupan la mayor superficie de los cultivos de viñedo de Alsacia (23,2% de las 15 000 ha cultivadas en el 2000).  . El Riesling es el vino de Alsacia por excelencia, la mejor de las cepas, cuyos productos claros, dorados, aristocráticos, presiden la mesa del país.  Los vinos de uva Riesling de Alsacia no suelen consumirse jóvenes a diferencia de las otras variedades de la región y tienden a ser secos y de acidez nítida, lo que les confiere un gusto de cuerpo denso y final largo. A partir del tercer año, se abren y desarrollan aromas afrutados de mayor sutileza, pudiendo envejecer con facilidad y elevada calidad hasta los 20 años.

GEWÜRSTRAMINER.  La variedad Gewürtztraminer es la segunda variedad en cantidad de plantación en Alsacia y la mayor parte se encuentra en el alto Rhin donde se adapta particularmente bien a los suelos arcillosos que se encuentran al pie de los Vosgos.
Gewürztraminer tiende a tener el hollejo rojo pero que se considera variedad blanca, es común en Alsacia.  Muchos ampelógrafos la creen descendiente de la uva Aminea, una viña cultivada en el norte de Grecia. Sin embargo, su influencia tiene como punto de
partida Italia, donde se cita por primera vez hacia el año 1000 como Traminer en torno a la localidad de Tramin o Tremeno que le ha dado nombre, en la zona del Alto Adigio.  Es una variedad tremendamente aromática, muy afrutada. Normalmente se fermenta seca y produce vinos dorados, de medio-gran cuerpo con encabezados aromas de lychees, pétalos de rosa y melocotón. Alcanza de modo natural niveles más altos de azúcar que el Riesling lo que le hace ideal para vinos dulces, de vendimia tardía. Estos pueden ser untuosamente
dulces y exquisitos y los mejores pueden mantenerse durante décadas.

MUSCAT:    Es una de las familias de uvas más ramificadas y más antiguas de todas, sus orígenes están en el Egeo desde donde los griegos la difundieron por todo el mediterráneo. El Muscat d’Alsace no es dulce. Produce un vino delicado y afrutado.

TOKAY-PINOT GRIS:      Antiguamente denominada Tokay d’Alsace, aunque es engañoso, ya que no está emparentada con su homónima húngara. Produce un vino opulento y vigoroso.

SYLVANER:      Es una cepa de maduración temprana. En principio es una variedad neutra, aunque en las condiciones ideales como en Alsacia da unos resultados excelentes, siempre que sea cultivada con  esmero.  Da un vino fresco y afrutado.

PINOT NOIR:       En Alsacia el resultado es un punto medio entre un rosado y un tinto. Se inclina más por el fragante aroma floral del Pinot Noir alemán que por la carnosidad del Bourgogne.

PINOT BLANC:     Se trata de una variante de la Pinot Noir, que nos da un vino muy  parecido a la Chardonnay, con menos sustancia y aroma.  Alsacia se utiliza para el  Crémant d’Alsace.

The Weinviertel (“wine quarter”)  – Austria

Esta fue la primera región en obtener la Denominación de Origen en Austria y la más
grande.  Localizada inmediatamente al WeinviertelNote de Viena contra  las fronteras con Slovakia y la República Checa.  Austria es un país asociado principalmente a los vinos blancos secos, elaborados  mayoritariamente con la variedad Grüner
Veltliner. Destacan también los opulentos vinos dulces de postre, que se producen en los alrededores del Lago Neusiedler. Finalmente, algo menos de una
tercera parte de la producción corresponde a vinos tintos elaborados con la variedad Blaufränkisch, también conocida como Lemberger (y como Kékfrankos en la vecina Hungría), Pinot Noir y otras variedades locales como la Zweigelt.

En Austria actualmente la superficie destinada a la vid es de aproximadamente 55.000
hectáreas que se encuentras organizadas en 4 grandes regiones: la baja Austria Weinland Österreich, Burgerland, Steirerland y Wein. Las vides se plantan en terrazas orientadas al sur que bordean el Danubio.

El Clima

El clima es continental con inviernos muy fríos y veranos más calientes y secos que por
ejemplo en Francia.

Las Variedades

GRÜNER VELTINER:       Es la variedad más cultivada  en Austria, es resistente y de maduración tardía. Produce vinos con cuerpo, con aromas y sabores a especias.  Cuando
envejece se parece a los vinos e Borgoña blancos.  Valtellina -llamada nebbiolo bianco- que
también se cultiva en algunos otros países del este, es la más plantada en Austria (37% del viñedo total), y que produce desde los vinos ligeros típicos de los ‘heurige’ (bares de vinos o tabernas de Viena) que se venden por jarras, a algunos de los más serios blancos de guarda que  existen en el mundo.  Es una uva de ‘terroir’: transmite muy fácilmente las características del lugar de donde procede.

VELTLINER:    Significa en alemán ‘procedente de la Valtellina’, esa zona de la Italia
alpina, y ‘grüner’ es verde, así que el nombre de la uva significa ‘la valtelinesa verde’. Los austriacos dominaron la zona a comienzos del siglo XIX. El nombre Valtellina parece que procede del Valle de Teglio que era el pueblo más alto entonces de la zona alpina. Se encuentra esta uva sobre todo en la zona de la baja Austria, destacando las zonas bañadas por el Danubio, Wachau, Kamptal y Kremstal. Existe también en pequeñas proporciones en Hungría, Eslovaquia, Yugoslavia y la República Checa. Se trata de una casta blanca de
maduración tardía que suele presentar notas de pomelo, lima, pera y sabores especiados que suelen describirse como de pimienta blanca. Puede alcanzar un grado alcohólico importante (15% sin problemas), y tiene una buena acidez, aunque normalmente menos que la riesling.

Es comúnmente aceptada como la uva de Austria. Es una uva que se adapta muy bien,
pero que varía mucho su carácter según los rendimientos. Si estos son altos, produce vinos ligeros para beber fresquitos con un bajo contenido en alcohol y a los pocos meses de la vendimia, pero si se limitan y la uva madura completamente, puede dar vinos que compiten con los mejores blancos del mundo.

“Si la viognier y la sauvignon blanc tuvieran un bebé, sería la grüner veltliner”. Es casi el único vino que admite ser bebido con comidas tan difíciles como espárragos o alcachofas. Es también ideal para la comida ‘moderna’ con multitud de sabores. De hecho el argumento más fuerte de los defensores acérrimos de esta casta es la de que es la que mejor se adapta a todo tipo de comida.

Otras variedades incluyen:  Pinot Blanc, Welschriesling, Zweigelt, Blauer, Portugieser

 

Rheingau

Rheingau es una zona vinícola de Alemania ubicada a la ribera del río Rin, cerca de la ciudad de Fráncfort y que se extiende  desde Wiesbaden a Rüdesheim. En esta región es donde se elaboran los vinos  alemanes con mayor reputación y los más valorados en el mercado, como los vinos  clásicos elaborados con Riesling y con viñas como las de Schloss Vollrads y las Schloss Johannisberg, o los denominados Kabinett.

La región fue la primera en sufrir el impacto de la botrytis (noble rot) así como la  pionera en la técnica de la vendimia tardía o Spätlese, y en desarrollar y aplicar la normativa alemana para el etiquetado de las botellas.

Un hecho geográfico hace que la comarca del Rheingau tenga una buena disposición para el cultivo del vino ya que es el único lugar donde el Rin deja de correr en la dirección norte-sur, para dar un giro de un cuadrante y continuar en dirección este-oeste. Este fenómeno hace la protección que ofrecen los montes Taunus en el norte y que las laderas vinícolas estén orientadas al sur proporciona un microclima que ayuda a la maduración de la uva especialmente.

El vino  Rheingau Riesling con su elegante combinación de dulzura y fina acidez, está  considerado entre la crema de los vinos blancos.  Los vinos en esta zona vienen cultivándose  desde la época de los romanos.  El  Schloss Johannisberg construido en 1715 posee una de las bodegas de Riesling considerada una de las más antiguas del mundo. Competentes monjes fueron quienes construyeron aquí en el medioevo suntuosos monasterios y  dirigieron profesionalmente tanto el cultivo como el lucrativo negocio de la
venta del vino el cual transportaban por el Rín en buques de su propiedad. Uno
de los monasterios más famosos y mejor conservados es el monasterio de Eberbach
y sus viñedos con el nombre “Steinberg”; desde éstos los monjes cistercienses dirigieron el comercio del vino durante muchos siglos. Ellos  pusieron el fundamento para que los vinos del Rheingau se volvieran  mundialmente famosos.

Los Suelos

Lo suelos son variados y similares a los de Alsacia.  Por ello más que la calidad de la uva, lo que diferencia los vinos es más el método de elaboración.

El Clima

El clima es similar al de Alsacia con largos períodos fríos y veranos secos y cálidos y  prolongada exposición solar debido a la localización de las pendientes que  miras hacia el sureste

Las Variedades

RIESLING:        Es la variedad predomínate en la zona 78% del área con un 13%  plantado de Pinot Noir

For a classification of the German Wines please go to the next post of this same date.

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La clasificación de los vinos de Alemania, nota complimentaria por Alfonso Sanchez

REUNIÓN 121

Mayo 26 de 2011 – NOTA COMPLEMENTARIA  por Alfonso Sanchez

La clasificación de los vinos de Alemania

Los vinos alemanes por ley se clasifican en base a los grados de azúcar que contienen sus mostos. Esta clasificación, en primer lugar, distingue entre los vinos que pueden chaptalizarse (adición de azúcar) (QbA) y los que no, dando a estos últimos la denominación (QmP).  “Prädikatswein” desde agosto del 2007.

Entre los Prädikatswein, se distinguen 6 categorías en base a los grados de azúcar, y la técnica de viticultura asociada:

  • Kabinett: Corresponde a la categoría con menos grados de azúcar (67º-85º Ochsle[1]) y en teoría suelen vinificarse de forma tradicional: con largas fermentaciones en viejos “fudres” de madera usada (aunque también en inox.) dejando cierto azúcar residual.
  • Spätlese: Se puede traducir como “vendimia tardía” (76º-95º Ochsle). En general, las uvas de las que están hechos estos vinos no suelen estar aún afectadas de Botrytis. Suelen ser vinos bien arropados por su acidez, de graduación alcohólica baja (aunque no siempre), y a los que les va a sentar bien unos añitos de botella.
  • Auslese: Podría traducirse como “vendimía seleccionada” (83º-105º Ochsle). A partir de esta categoría, las uvas suelen estar afectadas de Botrytis. El grado de azúcar suele ser ya notable (con excepciones), aunque la sensación de dulzor va siempre acompañada por una excelente acidez que la contraresta.
  • Beerenauslese (BA): La traducción sería “uvas seleccionadas” (110º-128º Ochsle). Supone una selección manual en viña de las uvas atacadas por la Botrytis noble. Son vinos ya clara y maravillosamente dulces.
  • Trockenbeerenauslese (TBA): “uva pasa seleccionada” (más de 150º Oschle). Son vinos en los que la uva queda prácticamente seca por la acción de la Botrytis. Magníficos para la guarda.
  • Eiswein: “Vino de hielo”. Las gélidas noches alemanas serán muy útiles para congelar las uvas, es decir su agua, y concentrar azúcares. La vendimia debe realizarse entonces, entre -7ºC y -12ºC, antes de que se descongelen las uvas.

[1] Grados OECHSLE, dato que expresa la densidad relativa a 15 °C entre un litro de agua y uno de mosto. Por ejemplo, si un litro de agua tiene una densidad 1 y un litro de mosto una densidad de 1,085 el mosto tiene 85 ºOechsle (85ºOe), que serían 11.37 de Baumé, 20.3 de grado Brix y un alcohol probable de 11.60.

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