The Wrath of Grapes by Timothy Egan, New York Times April 21, 2012

The Wrath of Grapes     by Timothy Egan, New York Times   April 21, 2012

Tradução em Português por Terezinha Martinho, O Estado de São Paulo, Quarta-Feira 25 de abril de 2012 logo após texto em Inglês.

Was there a connection between Franklin Roosevelt’s fondness for drink and his accomplishments as president?

Was there a connection between Franklin Roosevelt’s fondness for drink and his accomplishments as president?

We know from a rare personal admission that Mitt Romney experienced a faint whiff of alcohol, a long, long time ago. “I tasted a beer and tried a cigarette once as a wayward teenager,” he said last November, “and never tried it again.”

No doubt, Romney has friends who own multinational breweries. But he would fail the presidential beer test — that is, whom would you most like to sip suds with — simply because his Mormon faith prohibits drinking alcohol. But then, he would also fail the presidential cookie test, as he showed in another awkward appearance with real people last week.

I’ve always thought the beer buddy threshold was nonsense. Still, it’s worth considering what a White House without a tippling tenant would be like. Sobriety, laudable in many respects, does imply rigidity of thought. The best presidents were open-minded, and generally open to a drink. The nondrinkers, at least over the last century or so, were terrible presidents.

The last president to swear off alcohol was George W. Bush, who seems doomed to have his name forever followed by the words, “and we know how that turned out.” During his misspent youth, W. was a heavy drinker and considered quite the cutup, but was also obnoxious, smashing his car into trash cans and challenging his father to go “mano a mano.”

Jimmy Carter was a teetotaler, and he earned his one-term status. Were the two connected? Can’t say. But his temperance (though he now drinks wine) was much harder on White House visitors than the White House occupant.

“You’d arrive at 6 or 6:30 p.m., and the first thing you would be reminded of, in case you needed reminding, was that he and Rosalynn had removed all the liquor from the White House,” Teddy Kennedy lamented in his memoir, “True Compass.”

Carter’s arid receptions give Romney something to consider. Would guests be more inclined to listen while he droned on about the European debt crisis, knowing that the presidential liquor cabinet held hope of a promising end to the evening?

Another Oval Office abstainer was William Howard Taft, who made such a mess of his single term that he came in third when he tried to get re-elected in 1912. Food was Taft’s vice; he ballooned to nearly 350 pounds at one point.

Franklin D. Roosevelt was a martini drinker, much to Eleanor’s displeasure, and an extraordinary president. Again, was there a connection? Solving a Great Depression and crushing the Nazi war machine — aided by the oft-besotted Winston Churchill — is a pretty strong brief.

In his younger days, F.D.R. knew how to plan ahead. He had four cases of Old Reserve delivered to his town house on East 65th Street just before Prohibition went into effect.

Which brings us to the Great Experiment, 1920 to 1933, when fanatics outlawed an accepted public behavior that had existed since well before Jesus changed water into wine to keep a wedding party going at Cana. Prohibition, W. C. Fields recalled, was a time “when I was forced to live for days on nothing but food and water.”

According to Daniel Okrent, author of “Last Call,” Herbert Hoover once had a large wine cellar. His wife gave it all away before Hoover’s disastrous single term. Hmmm.

Okrent also notes that John Adams drank a tankard of hard cider every day, and the occasional beer for breakfast. The founding father and second president lived to be 90.

Mount Rushmore is instructive. George Washington liked Madeira wine, and made his own liquor. By 1799, his rye whiskey distillery was the single most profitable part of the plantation at Mount Vernon.

For Thomas Jefferson, a truth he also held to be self evident was the joy from drinking good wine. He loved Chianti, Burgundy and Bordeaux, and spent almost half his life trying to make wine, without success, on his estate in Virginia.

Teddy Roosevelt was a very light drinker. He sued a small-town newspaperman in 1913 for calling him a drunk, and won. His only indulgence was said to be the occasional mint julep just before going to bed.

Abraham Lincoln had a retail liquor license and also opened a tavern in the 1830s, in Illinois. He was rarely seen with a drink himself. The problem with alcohol, he said, was not that it was a bad thing, but a good thing abused by bad people. A successor, Ulysses S. Grant proved him right.

Romney is certainly a throwback, to what I’m not sure. Don Draper in need of a drink, perhaps. He doesn’t have to share a six-pack with us to prove that he’s human. But given his temperance, he could show a little more of the tolerance of presidents who liked their grape, grain and barley fermented.

 

 

Romney não seria mau presidente só por ser abstêmio, mas a história relaciona álcool na Casa Branca a bons governos

TIMOTHY EGAN
THE NEW YORK TIMES

Sabemos, a partir de uma rara admissão pessoal, que Mitt Romney experimentou um bafejo de álcool há muito, muito tempo.
“Experimentei uma cerveja e um cigarro quando era um adolescente teimoso”, ele disse em novembro. “E nunca provei isso de novo”, completou.

Com certeza Romney tem amigos que possuem as próprias cervejarias multinacionais. Mas ele não passaria num teste de cerveja presidencial – ou seja, aquele presidente com quem você gostaria muito de tomar uma cerveja – simplesmente porque sua religião mórmon proíbe a ingestão de álcool. Mas ele também não passaria no teste do chá presidencial, como ele mostrou em outra aparição desastrada com pessoas reais na semana passada.
Sempre achei bobagem dizer que não gostar de cerveja seria uma limitação. Mas vale a pena pensar como seria uma Casa Branca sem um ocupante que gostasse de bebericar. A sobriedade, louvável em muitos aspectos, implica rigidez de pensamento. Os melhores presidentes foram aqueles de mente aberta e, geralmente, apreciadores de um drinque.

Os abstêmios, pelos menos durante o século passado, foram presidentes horríveis. O último presidente a renunciar ao álcool foi George W. Bush, que parece estar fadado a ter seu nome eternamente acompanhado da frase “e sabemos no que deu”. Durante sua juventude desperdiçada, ele foi um beberrão convicto e considerado um tanto turbulento, mas também insuportável, amassando seu carro em latas de lixo e desafiando seu pai a partir para a briga.

Jimmy Carter era abstêmio e acabou se tornando um presidente de um único mandato. As duas coisas estavam relacionadas? Não posso dizer. Mas sua temperança era mais penosa para os visitantes da Casa Branca do que para o ocupante da Casa Brança.
“Você chegava às 18 horas ou 18h30, e a primeira coisa que era lembrado, caso precisasse ser lembrado, era que ele e Rosalynn tinham retirado toda a bebida alcoólica da Casa Branca”, lamentou Teddy Kennedy em seu livro de memórias, True Compass.

As recepções a seco dadas por Jimmy Carter dão a Romney alguma coisa para pensar. Os convidados ficariam mais dispostos a ouvi-lo discursar monotonamente sobre a crise europeia, sabendo que o armário presidencial de bebidas oferecia a esperança de um fim promissor para a noite?

Abstêmio. Um outro abstêmio do Salão Oval foi William Howard Taft, que fez tamanha confusão no seu único mandato que chegou em terceiro lugar ao tentar se reeleger em 1912. Comida era o vício de Taft. Ele engordou tanto que chegou a pesar quase 158 quilos.
Franklin D. Roosevelt apreciava um Martini, para o desprazer de Eleanor, e foi um presidente extraordinário. De novo, havia uma relação? Colocar um fim na Grande Depressão e esmagar a máquina de guerra nazista – ajudado pelo constantemente ébrio Winston Churchill – é um resumo bastante vigoroso. Nos seus anos de juventude, Roosevelt sabia como planejar o futuro. Quatro caixas de Old Reserve foram entregues em sua casa na cidade, na Rua 65 Leste, pouco antes de a Lei Seca entrar em vigor.

O que nos leva ao “grande experimento”, de 1920 a 1933, quando fanáticos proibiram um comportamento público aceito que existia desde antes de Jesus transformar água em vinho para animar uma festa de casamento em Canaã. A proibição, lembrou W.C. Fields, foi a época em que as pessoas “eram obrigadas a viver dias sem nada, apenas com comida e água”.

De acordo com Daniel Okrent, autor de Last Call, Herbert Hoover tinha uma adega enorme de vinhos. Sua mulher deu um fim a todas as garrafas antes de ele assumir seu único, e desastroso, mandato.

Humm…

Okrent também observa que John Adams bebia uma jarra de cidra diariamente e uma cerveja ocasional no café da manhã. O pai fundador e segundo presidente dos EUA viveu até os 90. O Mount Rushmore também é instrutivo. George Washington gostava de vinho madeira e fabricava a própria aguardente. Em 1799, sua destilaria de uísque de centeio era a parte mais lucrativa da propriedade de Mount Vernon.

No caso de Thomas Jefferson, a verdade que sempre deixou evidente era o prazer de beber um bom vinho. Ele adorava vinhos chianti, borgonha e bordeaux, e passou metade da vida tentando produzir vinho, sem sucesso, em sua propriedade na Virgínia.
Teddy Roosevelt foi um apreciador de bebida mais brando. Ele processou o dono de um jornal de uma pequena cidade em 1913 por tê-lo chamado de bêbado e ganhou a ação. Sua única extravagância, era o que se dizia, era um xarope calmante de menta antes de ir para a cama.

Abraham Lincoln tinha uma licença para comercializar bebida alcoólica e também administrou uma taverna nos anos 1830, em Illinois. Raramente era visto com uma bebida na mão. O problema do álcool, afirmava, não era que fosse algo ruim, mas uma coisa boa da qual as pessoas de mau caráter abusavam. Um sucessor dele, Ulysses S. Grant, provou que ele estava certo.

Mitt Romney certamente é um retrógrado, mas não tenho certeza em relação a que. Talvez um Don Draper necessitando de um drinque. Ele não precisa compartilhar algumas cervejas conosco para provar que é humano. Mas diante de sua temperança, ele poderia mostrar um pouco mais da tolerância de presidentes que gostavam da sua uva, grãos e cevada fermentados. 

TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

About Cecilio Augusto Berndsen

Information Technology, Management, Project Management and Public Administration are areas I am familiar with. I am also interested in photography, wine, sailing, politics, economics, and economic development.
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